The Jerusalem PostThe Israel we could build: What the next gov't should do in its first 100 days - opinionDaily MaverickATHLETE ADVOCACY: Why South African sportspeople need an independent voice to fight governance failureBillboardTinashe Sends Message to Republican Fans During 2026 Midterm Elections: ‘Y’all Can Go’ZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFBBC BusinessPoundland owner in crunch talks as retailer's collapse loomsESPNSeahawks QB Darnold ruled out this week, will be week-to-week, coach saysCBC NewsKellogg's Rice Krispies changed its U.K. recipe, muffling its iconic snap, crackle and popRolling Stone‘Don’t Get Rid of MAGA!’: Some Young Republicans Are Sticking by Trump After Blowout LossANSA SportCalcio: Lazio; lesione al quadricipite femorale per Zaccagni, out contro il NapoliThe South AfricanMore ballot papers and election materials stolen in KwaZulu-NatalLa Presse« Je ne me rappelle rien » | Il a tué son ex-copine après avoir contacté plusieurs escortesRai NewsSera 24 - Puntata del 04/11/2026
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, November 4, 2026

Romero Britto revela em autobiografia que tratou câncer de próstata em segredo: 'Poucas pessoas sabem'

Translate

O artista plástico Romero Britto, de 63 anos, expôs um fato até então desconhecido de sua vida: ele foi diagnosticado com um câncer de próstata em 2020 e manteve a doença em segredo desde então. A história é contada pela primeira vez abertamente na autobiografia A Arte da Felicidade, publicada pela Citadel Editora. Segundo ele, poucas pessoas souberam do episódio, que não chegou a ser divulgado na imprensa ou redes sociais.

"É a primeira vez que falo abertamente sobre esse episódio marcante, e não é por acaso que escolhi encerrar o livro com ele", escreve o artista no relato. Britto explicou que a decisão de preservar a intimidade durante o tratamento foi uma escolha consciente. Ele contou que preferiu concentrar suas energias na recuperação, mantendo a rotina de trabalho, a fé e o pensamento positivo, em vez de transformar a doença em uma "batalha pública".

Britto disse que o diagnóstico veio durante um check-up anual, em meio à pandemia de Covid-19. Um exame de PSA chamou a atenção de Lucas, médico por formação e companheiro do artista. Após repetir o teste três vezes, todos com o mesmo resultado, eles decidiram partir para uma biópsia. Dias depois, Britto recebeu a ligação que mudaria sua rotina.

"Ainda me lembro da voz embargada do médico: 'Romero, você tem câncer'. 'Oh, my God!', foi tudo o que consegui dizer", recorda ele no livro. Apesar do impacto da notícia, o artista disse que procurou não se entregar ao desespero. "Decidi, então, não travar uma luta contra o câncer, e sim viver como se ele não existisse. Não me entenda mal, eu não ignorei o problema. Segui o tratamento, cumpri cada orientação médica, mas procurei manter a serenidade", afirma.

Britto passou por uma cirurgia para a retirada da próstata e precisou ficar algumas semanas em repouso. Mesmo durante a recuperação, encontrou na pintura uma forma de manter a disposição. "Eu queria pintar, pois fazer arte é o que me move", conta, explicando que a arte, a positividade, o otimismo e a fé foram importantes durante o período, ao lado do tratamento médico e do apoio das pessoas próximas.

Cinco anos depois da cirurgia, o câncer não voltou a dar sinais. O artista afirmou que é considerado curado há dois anos e disse se sentir mais saudável do que nunca. No livro, fez questão de agradecer aos médicos, enfermeiros, amigos, à equipe e a quem esteve ao seu lado durante todo o processo.

Na obra, Britto revisita desde a infância humilde no Recife até a consagração internacional. Antes de se tornar um dos artistas brasileiros mais conhecidos no exterior, ele enfrentou a fome, chegou a desmaiar na escola por falta de alimentação e acompanhou a mãe e os irmãos em pescarias na praia para ajudar a colocar comida em casa.

Em A Arte da Felicidade, o pernambucano também relembra os primeiros passos na arte, a mudança para Miami, as parcerias com grandes marcas e os encontros com personalidades como Michael Jackson e Muhammad Ali.

View the original on Quem →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.