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Tuesday, November 3, 2026

O que diz Eloy Casagrande sobre tocar em seu 1º álbum com Slipknot

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Músico brasileiro conclui a gravação das baterias e destaca a busca por um som orgânico no novo trabalho da banda de Iowa (EUA)

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

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Eloy Casagrande revelou recentemente que concluiu a gravação de todas as suas partes para o próximo álbum de estúdio do Slipknot. Este será o primeiro disco do baterista brasileiro com a banda de Iowa, nos Estados Unidos.

Em entrevista ao podcast Downbeat (via Metal Hammer e Loudwire), Eloy comentou sobre os bastidores do processo criativo, a dinâmica de composição em estúdio e a busca por uma sonoridade orgânica.

Segundo o baterista, o processo para o novo álbum começou bem antes de entrarem para valer em estúdio, ainda no final de 2025. Nessa fase inicial, ele e o guitarrista Jim Root começaram a trocar ideias, riffs e batidas à distância.

Por volta de fevereiro ou março, a parceria passou para o estúdio. O formato de trabalho baseou-se em improvisações: Eloy surgia com linhas rítmicas para ver a reação de Jim, e vice-versa. Posteriormente, o restante da banda se juntou para sessões em conjunto.

Eloy explicou:

“Ficamos no estúdio, eu, Jim e Clown, apenas improvisando. Passávamos o dia todo tocando — pelo menos três ou quatro horas por dia —, gravávamos tudo o que podíamos e, depois, ouvíamos o material para identificar aqueles momentos especiais em que sentíamos uma conexão. Foi assim que tudo começou.”

Eloy Casagrande, Slipknot e a sonoridade orgânica

De acordo com Eloy, o percussionista Clown teve papel importante, observando o andamento das gravações e ajudando a identificar quais momentos e ideias poderiam ser transformados em músicas de fato. O produtor Matt Wallace também acompanhou de perto as sessões, auxiliando na seleção das melhores estruturas.

Além disso, um dos pontos destacados pelo brasileiro foi a rejeição à sonoridade artificial de muitos discos de metal atuais. Eloy conta que ele e os demais integrantes evitaram ao máximo recorrer a edições ou correções em demasia:

“Foi como fazer um show — como tocar uma música durante uma apresentação ao vivo. Queremos manter isso autêntico. Não queremos usar overdubs. Eu não quis fazer overdubs. Não quero fazer inserções ou correções pontuais. Não quero nada disso. Quero apenas tocar de forma direta.”

Apesar de Eloy ter concluído sua parte no trabalho, o álbum segue em produção e ainda não tem data prevista de lançamento. O nome do disco e outros detalhes também continuam em sigilo e não foram divulgados até o momento.

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Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.

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