9h. Brasil. Líderes internacionais felicitam vitória de Lula
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Muito bom dia. Está com a Rádio Observador, são 9h03. Lula da Silva foi reeleito presidente do Brasil na segunda volta das presidenciais e fala numa vitória da democracia. Já Flávio Bolsonaro, candidato derrotado, alega irregularidades na votação e vai pedir a anulação das eleições. Lula da Silva parte para um quarto mandato como presidente do Brasil, aos 80 anos. Fez história, tornou-se o candidato mais votado de sempre. Foram mais de 64 milhões de votos, ou seja, 52%, sendo que nunca no Brasil um candidato venceu a segunda volta de umas presidenciais, tendo perdido a primeira. No discurso de vitória, Lula deixou uma promessa ao povo brasileiro para os próximos quatro anos.
Eu quero assumir um compromisso na frente da imprensa e na frente de vocês. Vou fazer o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país. Pode ficar certo. Vou dedicar 24 horas por dia para fazer desse país o país que todo mundo sonha.
Lula da Silva, no discurso de vitória, já de madrugada. Entretanto, numa publicação na rede social X, o presidente reeleito reforça que foi feita história, fala numa vitória da democracia. Já Flávio Bolsonaro anuncia que vai pedir a anulação das eleições. O candidato apoiado pelo Partido Liberal alega que houve irregularidades na votação.
O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui pra brincadeira.
Flávio Bolsonaro, no discurso de derrota, logo após terem conhecidos os resultados, o candidato ficou em segundo lugar com pouco menos de 60 milhões de votos, o que se traduz em 48,2%. Na análise, o especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, destaca a importância desta vitória para as relações com a União Europeia.
Relativamente àquilo que nos interessa a nós na Europa, que é o acordo do Mercosul, tão importante para a economia europeia, esta garantia de que Lula foi reeleito é uma garantia de efetivamente que o Brasil continuará a apoiar a questão do Mercosul.
A análise do especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, esteve esta manhã no Gabinete de Guerra. E Carla, ao longo das últimas horas, têm surgido várias reações da comunidade internacional aos resultados destas eleições. Destaque para o presidente do Conselho Europeu. António Costa divulgou uma fotografia com Lula da Silva. Diz que já falou ao telefone com o presidente para o felicitar pela vitória. A presidente da Comissão Europeia também felicita Lula, fala numa vitória da democracia. Líderes de países como Chile, Uruguai ou México também já deram os parabéns à reeleição do presidente brasileiro. Donald Trump ainda não reagiu. Por cá, o Partido Socialista felicita Lula. Numa nota enviada à Agência Lusa, José Luís Carneiro fala numa importante vitória para a democracia brasileira. Em Israel, os relógios já estão em contagem decrescente para as eleições de amanhã. Gadi Eisenkot continua a liderar as intenções de voto nas sondagens e o Observador acompanhou o último comício de campanha em Tel Aviv, que teve várias promessas. As sondagens não dão maioria, nem à coligação de Netanyahu, nem ao bloco da oposição, mas Eisenkot segue com uma ligeira vantagem. São precisos 61 deputados para obter a maioria no Parlamento. A última sondagem feita pelo Canal 13 diz que o Bloco da Mudança deve conseguir alcançar 54 deputados contra os 50 do partido de Netanyahu. A partir de Tel Aviv, o enviado especial do Observador a estas eleições, Pedro Jorge Castro, descreve a tranquilidade de Eisenkot a horas da decisão.
Benjamim Netanyahu tem radicalizado estes últimos dias de campanha numa dramatização para ver se consegue inverter as intenções de voto que vão em segundo lugar. E Gadi Eisenkot respondeu com serenidade. Ele não é uma pessoa muito carismática a falar, mas passa, de facto, esta imagem de tranquilidade. Basicamente, recordou a forma como lutou na primeira linha na guerra, os preços muito pesados que pagou, isto no mauzão à morte do seu filho e de dois sobrinhos. Prometeu então instaurar logo no primeiro dia de governo, assim que tomar posse, caso vença, uma comissão de inquérito independente ao Sete de Outubro. Prometeu também acabar com o Hamas no prazo de 18 meses. Ele garantiu que todas as crianças em Israel vão aprender disciplinas fundamentais, matemática, inglês e ciências, o que não acontece no ensino ortodoxo. Prevê-se aqui grandes mudanças e também o serviço militar obrigatório para todos.
Pedro Jorge Castro, a partir de Israel, juntamente com o fotojornalista do Observador, João Porfírio, vão acompanhar as eleições legislativas israelitas que decorrem amanhã. E a Rádio Observador vai, claro, acompanhar tudo ao minuto nestas eleições, numa emissão especial que começa às 10 da noite. Na atualidade nacional, atenções viradas para os protestos pela habitação. A noite foi calma, tanto em Lisboa como no Porto. Os manifestantes decidiram não passar a noite na rua, mas os protestos voltam hoje. O movimento Acampada de Lisboa vai fazer uma vigília junto ao Campus da Justiça, à hora de almoço, para apoiar os manifestantes detidos durante o fim de semana. Depois dessa vigília, regressam ao Rossio para um novo protesto pelo direito à habitação. No Porto, os manifestantes também prometem manter os protestos. Entretanto, a oposição política critica o silêncio do primeiro-ministro e do presidente da República. Nas últimas horas, destaque também para a reação de Pedro Nuno Santos. O antigo secretário-geral do PS fala num primeiro-ministro escondido e acusa Montenegro de instrumentalizar as forças de segurança para proteger o governo. Já a Comissão de Honra da candidatura de António José Seguro pede ao chefe de Estado para que se faça ouvir perante esta situação. São agora 9h09. Já há Ciro Explicador sobre as eleições no Brasil e também os protestos pela habitação com os eurodeputados do PSD, CHEGA e PS. Mas primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque? A Galp e a Movel já não vão avançar para a junção dos negócios. As negociações entre as duas empresas não chegaram a bom porto, terminaram. O anúncio é feito num comunicado divulgado esta manhã pela Galp. As razões para este volte face não são, no entanto, especificadas. A empresa diz apenas que as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo. Vários drones atingiram a cidade russa de Voronezh. Pelo menos duas pessoas morreram e 17 ficaram feridas. Na Ucrânia, ataques russos provocaram cortes de energia e danos em edifícios e em infraestruturas energéticas. Fizeram pelo menos quatro feridos em Zaporizhzhia. Já na Arábia Saudita, os rebeldes houthis reivindicaram o ataque com míssil ao aeroporto de Riade, depois das defesas sauditas anunciarem a interceção de um projétil dirigido à capital.
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