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Wednesday, October 14, 2026

A Rússia cozinhou a comida dos supermercados franceses?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Os destaques da imprensa e as histórias mais interessantes nesta manhã. Quem é que começa, o Paulo ou a Carla?

Vamos à França?

Bora.

Ambos os dois vão à França?

Todos.

Eu não vou à França.

Carla, eu ontem estava a ver esta notícia e disse: "Isto é para o 'Não se Fala de Outra Coisa' e vou ver." E tu tinhas já escolhido esta notícia.

Claro, porque, na verdade, até se fala em muitas outras coisas em França, mas sobre os frigoríficos que descongelaram e se incendiaram outra vez, é algo difícil de entender e tem um caráter global.

Já viste o último InstaDoc da Netflix sobre inteligência artificial? Tem agora uns comentários muito pequenos de 27, 30 minutos. Dá pra explicar mais ou menos o que aconteceu aqui.

O que aconteceu foi um ataque a frigoríficos das cadeias de supermercado em França. Aparentemente, não só em França, e calculo que também não seja muito fácil a várias cadeias de supermercado assumir que foram também vulneráveis ao ponto de lhes ter acontecido também.

Acho que não dizem até quantos produtos foram estragados.

Nem quantos, exatamente. Isto aconteceu de domingo pra segunda. Centenas de supermercados franceses foram alvos de um ciberataque, claramente aos sistemas de refrigeração. E alguém, porque não sabemos quem, atacou ou ativaram remotamente a descongelação forçada dos frigoríficos, congeladores, câmaras frigoríficas, tudo aquilo que nós estamos habituados a ver no supermercado, e fizeram as temperaturas subir, em alguns casos, até aos 50 graus. Há quem diga que até mais, até quase aos 80, o que levou a fumo, a pequenos incêndios e, claro, ao desperdício, à destruição de toneladas de alimentos. No total, as contas só em França apontam para cerca de 400 lojas num universo de 15 mil lojas. Foram vítimas deste ataque, onde obviamente os alimentos não sobreviveram. Tudo isto levanta muitas questões, porque aconteceu durante a noite e não houve nenhum sistema que detectasse que isto acontecesse e fosse possível prevenir ou evitar todo o desperdício e todo o prejuízo que se construiu. O CEO do Intermarché falou em dezenas de milhões de euros num só dia de prejuízo. Duas lojas na Alsácia reportaram perdas de 270 mil euros e o Intermarché avisou que os seguros podem não cobrir este tipo de incidente.

Não está previsto.

Não está previsto. Então até saudava: "Isto são frigoríficos chineses." Não, é uma empresa dinamarquesa, Danfoss, que já veio dizer que o equipamento que foi afetado era antigo, tinha um firmware desatualizado e já não tinha as atualizações de segurança que permitissem evitar algum bloqueio de uma tentativa de ataque e aconselhava os clientes a atualizar ou a migrar para soluções de refrigeração mais recentes. Ninguém reivindicou este ataque. Não houve, por exemplo, um pedido de resgate, como podíamos imaginar. É claro que as suspeitas sobre os tais ataques híbridos de que se fala cada vez mais na Europa, estão a ser cada vez mais atribuídos à Rússia. Vamos aguardar pra ver. O Ministério Público de Paris abriu um inquérito. O primeiro-ministro francês também pediu a uma agência de cibersegurança que investigue e que coordene com os parceiros europeus, porque há notícias de que isso possa também ter acontecido na Bélgica, na Alemanha, na Polônia, em Espanha, em Portugal. Nenhum país ainda confirmou exatamente isto, mas mostra o quão vulneráveis estamos, sobretudo quando o agressor não tem rosto.

Limites sobre as áreas de atuação.

É muito estranho e começa-se a imaginar o que é que poderá acontecer, por exemplo, se os semáforos ficarem desregulados.

Os frigoríficos que temos em casa.

Alguns já têm, não é?

Têm ligação à Internet.

A Internet das coisas.

Os fornos.

Um dos receios é precisamente esse, é que haja um ataque.

Mas se desligarmos no disjuntor mesmo, eles não são hackeados.

Não, e sem eletricidade, esquece, isso nada funciona.

E se salgarmos a comida, só.

Exato, uma salgadeira em casa.

O espirra do robô lá de casa está com uns comportamentos estranhos.

Ando com vontade de provar.

Está a ameaçar pra alguma coisa. Paulo, falas de um gadget.

Precisamente, porque a tecnologia está cada vez mais presente em tudo aquilo que é a nossa vida, que o risco pra essas coisas acontecerem é cada vez maior. E a Apple, obviamente, gosta sempre de ter a liderança e acaba de anunciar nos Estados Unidos um novo gadget. Imaginem um pequeno ecrã em casa, que nos reconhece assim que nos aproximamos, que nos mostra a agenda do dia, que controla as luzes da sala. É isso que faz este novo aparelho para a casa inteligente, chama-se HomeView. Ainda não vai chegar a Portugal, mas já lá vamos. O que é que faz este HomeView? No fundo, é um gadget que mistura a função que nós conhecemos da coluna de som, que está ligada ao telemóvel ou computador, para passarmos música, por exemplo.

Ou giradiscos.

Ou giradiscos, à antiga.

Há cada vez mais pessoas outra vez a recuperar essa forma de ouvir música.

Os vinil. E que associa essa coluna de som com ecrã tátil de sete polegadas, portanto, um pequeno iPad, se quisermos, para termos a ideia. E a ideia é que isto seja o centro de comando de toda a casa, pode ficar na sala, pode ficar na cozinha ou na entrada. O grande destaque é a tecnologia de reconhecimento facial. O HomeView consegue reconhecer até seis pessoas diferentes da mesma família E quando cada um se aproxima do ecrã, ele sabe exatamente quem é a pessoa que está em causa, mostra apenas as mensagens para aquela pessoa, as chamadas de vídeo, os seus lembretes e compromissos de agenda também. Portanto, há aqui garantida a privacidade em relação aos restantes elementos da casa. E tudo isto funciona com a ajuda da nova inteligência artificial da marca, a Siri AI. Quanto é que isto custa? Estamos a falar de preços norte-americanos, nos países onde vai ser lançado, o HomeView vai custar $299, o que equivale a cerca de €267. Vão existir duas versões pelo mesmo preço, uma versão normal para pousar numa mesa ou balcão e outra própria para pendurar na parede. E então a pergunta para Portugal: quando é que o HomeView chega a Portugal? Não está previsto para já, nem para Portugal, nem para nenhum país da Europa, mas isso é uma questão de tempo. E não está previsto por quê? Porque a Siri AI está a ser desenvolvida ainda noutros mercados, esta inteligência artificial, e não estando nos sistemas Apple da União Europeia, o produto fica para já fora do mercado. De qualquer forma, a empresa garante que está a trabalhar com entidades europeias para resolver isso e para encontrar uma solução. Para já, vai estar nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Canadá e na Austrália. Digamos que é uma questão de tempo, se calhar de meses só, até este sistema ou sistemas parecidos estarem disponíveis na Europa.

Dá para seis pessoas. Não dá para famílias numerosas.

Não, para isso há um problema. Vamos ter a Associação das Famílias Numerosas a protestar ou então a pedir um desconto no IRS porque não têm acesso a esse tipo de tecnologia.

Não se fala de outra coisa.

Mas lá está a tecnologia. Um dia destes vamos ter ataques aos HomeView.

Sim. Mais um sistema para ser atacado.

Mais um sistema vulnerável.

Não se fala de outra coisa, notícias que estão pela imprensa e que merecem destaque e que não têm sido tão faladas, duas delas trazidas aqui pela Carla e pelo Paulo e que estão até no site do Observador.

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