InquirerSara Duterte trial: Prosecution forgoes CSC exec as witnessPunchSoludo’s wife donates relief materials to rehabilitated inmatesRTP DesportoJoão Ferreira e Filipe Palmeiro venceram a Baja de ReguengosBollywood HungamaEXCLUSIVE: Nani, Raghav Juyal, Sonali Kulkarni and Kayadu Lohar to attend MEGA The Paradise event in Mumbai ahead of releaseInquirer EntertainmentKim Chiu’s sis Lakam under police custody after arrest for qualified theftUOLVeja a previsão do tempo para Ivaiporã nesta segunda (21)ColliderThe Biggest Sci-Fi Hit of 2026 Is Officially Back in the Streaming SpotlightAntara NewsIndonesia eyes coal liquefaction to boost energy securityDeadlineEagle Eye Drama Acquires ‘The Great Dictator’, Matthew Sweet’s Biography Of Barbara Cartlandالشرقوزير الخارجية السعودي يبحث مستجدات الأوضاع الإقليمية هاتفياً مع نظرائه في الكويت ومصر وتركياCBS NewsIran warns new U.S. assault would see it expand "geography of the war"Egypt IndependentPM, CBE Governor discuss economic reforms, FX reserves
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, September 21, 2026

Correios e trabalhadores não chegam a acordo e TST julga greve da categoria nesta segunda

Translate

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) julga, às 13h30 desta segunda-feira (21), o dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios, em greve nacional desde o dia 10. A estatal acionou a Justiça no dia seguinte ao início da paralisação, pedindo para que o tribunal declare a greve abusiva e determine a continuidade dos serviços. Agora, o tribunal deverá analisar a legalidade da paralisação e as reivindicações da categoria. O principal ponto de divergência nas negociações é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

A Justiça já determinou, por meio de liminar (decisão provisória), que a categoria mantenha, durante a paralisação, 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento da empresa. Mesmo assim, há relatos de consumidores e de pequenos vendedores com encomendas que ultrapassaram o prazo informado, ficaram sem atualização no rastreamento e nos pedidos de reembolso do frete.

Douglas Melo, diretor do Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba) e da Findect (Federação dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações), afirma que o sindicato e as federações não desistiram de negociar, mas que os Correios teriam optado pela judicialização desde o início. "Protocolamos, inclusive, um pedido de retomada das negociações. A empresa não pode ser tão radical assim de não querer dialogar", disse.

Procurado às 10h40 desta sexta-feira (18), os Correios não retornaram aos contatos da reportagem. A estatal já afirmou à Folha que as agências permanecem abertas e funcionando normalmente, com um plano de ação que mobilizou servidores administrativos para apoiar as atividades operacionais e realizar mutirões de entrega para preservar o fluxo logístico e minimizar os impactos aos clientes. Em nota da semana passada, a empresa disse manter o respeito ao direito de greve, porém, considera que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.

Segundo Melo, a única reinvidicação da categoria é a manutenção do modelo atual de plano de saúde. "Não somos divergentes do que a empresa propôs nas outras cláusulas", disse.

A mudança na cobrança do plano de saúde faz parte do plano de reestruturação da estatal. Hoje, os Correios atuam como mantenedora do plano de saúde da categoria. Ou seja, a empresa assume a responsabilidade principal pelo custeio e pela sustentabilidade financeira do benefício, sendo responsável pelos riscos da operação. A proposta da estatal, segundo Douglas, é passar a atuar apenas como patrocinadora, que não arca com esses riscos. A mudança alteraria a forma de custeio e resultaria em aumento nos valores dos descontos no salário dos empregados.

C-Level

Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões

O plano de saúde já esteve no centro das reivindicações da categoria na greve realizada no fim de 2025, quando o TST julgou o dissídio coletivo e manteve os direitos dos trabalhadores. A direção do Correios, porém, recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que, em janeiro deste ano, concedeu liminar e suspendeu quatro cláusulas do acordo. Entre elas, a do plano de saúde.

Nesta sexta-feira, o STF inicia o julgamento de mérito sobre essas cláusulas, com decisão prevista até o dia 25.

A paralisação ocorre em meio à crise financeira dos Correios. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e formalizou pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados, como parte de seu plano de reestruturação financeira.

Como mostrou a Folha, a empresa pediu ao Tesouro Nacional garantia para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com quatro bancos privados. O novo crédito faz parte do plano de reestruturação financeira dos Correios. A companhia já contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões em dezembro de 2025 e tem previsão de receber outros R$ 6 bilhões em recursos da União em 2027.

Com adesão abaixo do esperado na rodada anterior, a estatal abriu, no final de agosto, um novo PDV (Plano de Demissão Voluntária) de funcionários que trabalhem em unidades incluídas no plano de reestruturação da companhia postal, que prevê o fechamento de lojas.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.