ESPN DeportesChivas ve como "cereza en el pastel" vencer al AméricaThe Jerusalem PostHealth minister’s intervention highlights Israel’s protekzia problem, healthcare gaps - editorialInquirerHouse defers DICT budget gab over online content concernsPunchS’Africa: Ninth woman found dead, Nigeria issues safety alertוואלהנשיא דרום קוריאה לי: לא נפרוס נכנסים צבאיים בהורמוז שיגררו אותנו לעימות עם איראן한겨레‘시세조종 3년’ 부당이득 62억원 챙긴 30대 전업투자자 구속 기소CNN TürkSON DAKİKA! Ünlülere uyuşturucu operasyonu! 15 gözaltıThe Straits TimesLianhe Zaobao takes Singapore culture to Shanghai and Beijing with inaugural festivalHet Laatste NieuwsComplottheorie drijft Brits duo tot vernieling van verkeerslichten: “Het zijn dodelijke wapens”OnetPolska na progu nagłego zwrotu w pogodzie. Na fali zimna się nie skończy [MAPY]SportstarIND vs AUS, Y-ODI Live Score: Rain delays start in Rajkot; India U-19 takes on Australia U-19 in three-match one-day seriesTagesschauMehr Pflanzen, weniger Fleisch: Schweiz stimmt über Ernährungsinitiative ab
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, September 18, 2026

Torço para o seu time. Você me elege para presidente?

Translate

Em suas pesquisas eleitorais, o Datafolha poderia acrescentar uma pergunta aos eleitores que votarão para a Presidência: "Você escolheria um candidato pela preferência clubística?".

A resposta sensata é: "Não". Futebol é entretenimento e paixão. Não tem relação direta com as questões mais pertinentes ao Brasil, que são desigualdade social, saúde, educação, segurança, corrupção, desemprego, habitação, inflação, entre muitas outras.

Tenho, contudo, a sensação de que uma parcela responderia "sim", com a expectativa de que o clubismo do eleito possa render dividendos, se não à sociedade, ao próprio clube.

Isso é improvável, porém possível. Há um caso, e só me lembro deste, de um chefe de Estado agir claramente em prol do seu time de coração.

No começo do ano passado, Lula (PT), 80, fez um Pix de R$ 1.013 para colaborar com a campanha de uma torcida uniformizada que objetivava reduzir a dívida do Corinthians no pagamento de sua arena, em Itaquera.

É um valor simbólico, só que não se deveria dar um centavo que seja a um time, quando se parte da principal autoridade política do país. Ilegal não é, mas é questionável, pois envolve favorecimento. Que a mesma quantia fosse dada a todos os times brasileiros –são mais de 1.200 os registrados.

O presidente, corintiano declarado, disse também ter carinho pelo Vasco da Gama, que seria seu segundo time. O Vasco é a equipe pela qual torce Flávio Bolsonaro (PL), 45, filho do ex-presidente que está preso por participação em tentativa de golpe de Estado e que, de acordo com as pesquisas, é o principal adversário de Lula no pleito deste ano.

Jair Bolsonaro afirma-se palmeirense e simpatizante do Botafogo, todavia veste sem pudor camisas de outras agremiações: apareceu com o "manto" de dezenas de equipes, entre elas, Flamengo, Fluminense, Atlético-MG, Bahia, Internacional e Grêmio. É a estratégia de tentar ficar bem com o maior número possível de eleitores.

E os outros candidatos à Presidência que aparecem com alguma relevância nos levantamentos feitos por institutos de pesquisa, para quem vai a torcida no futebol?

Colunas

Receba no seu email uma seleção de colunas da Folha

Entre outros postulantes ao Palácio do Planalto, Augusto Cury (Avante), 67, afirmou, conforme publicou a revista Placar, torcer para "o Santos de Pelé". Ronaldo Caiado (PSD), 76, é torcedor do Flamengo, o clube mais popular do Brasil. Renan Santos (Missão), 42, do São Paulo.

Romeu Zema (Novo), 61, foi Atlético-MG. Desistiu devido a decepções com o Galo e não usa nenhuma camisa de clube. Decisão curiosa a de dar as costas para o time de coração. Torcedor, torcedor de verdade, raiz, não faz isso: está com o time "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença" para sempre, em casamento indissolúvel.

Pior que deixar de torcer, só passar a torcer por outro. Pior ainda se for para um arquirrival. Aconteceu na Argentina, onde o presidente Javier Milei, outrora seguidor fervoroso do Boca Juniors, passou a apoiar o River Plate. Alegou discordância com a política interna boquense.

Por essas e outras que a máxima "futebol e política não se misturam" é uma falácia. A intersecção está presente, e deveria haver acompanhamento científico. Inclusive para saber se faz diferença em um evento tão importante como uma eleição presidencial.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.