ESPNAre the Longhorns laying too many points in Knoxville?RTP Desporto"Ruído impede que arbitragem se abra para fora" - Fontelas GomesThe Jerusalem PostFirst day of United Nations General Assembly highlights criticism of Israel's regional activityDaily MaverickFEMINIST HISTORY: Pacifist Emily Hobhouse’s 1926 state funeral to be brought back to life in BloemfonteinInquirerPH may achieve full electrification only by 2033 – lawmakerIl Fatto QuotidianoLa Russia respinge la proposta di negoziati di pace di Zelensky. Trump apre alla produzione dei missili Patriot in Ucraina: “Possibile”Digital SpyBBC unveils first look at coastal town-set drama centred on an 'unlikely duo caught up in a crime'VanguardMLS club sacks coach after sexist remark to female refereeStraits Times SportLA28 unveils Venice Beach triathlon courses for 2028 OlympicsKhaosod EnglishAmerican Fair coming to Korat for US 250th anniversaryReality BlurredDancing with the Stars season 35 recap: holes start to showEgypt IndependentTemperatures across Egypt to drop following humidity as Autumn begins
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, September 23, 2026

Após eleições, Putin prepara-se para uma nova mobilização?

Translate

Por muito que o Kremlin não o assuma, a guerra de atrito está a exercer pressão sobre a Rússia para renovar as suas fileiras. Ao Financial Times, Janis Kluge, especialista do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança, explicou que as autoridades locais estão “sob enorme pressão” para cumprir as quotas de recrutamento. “Eles sabem quem tem dívidas, quem está sob investigação criminal ou quem perdeu a carta de condução. E vão atrás desses homens.”

Esta tem sido, aliás, uma das estratégias usadas. Como contou ao jornal Meduza um membro das Forças Armadas, a Rússia tem procurado pessoas em situação vulnerável — como indivíduos com dívidas ou com processos criminais pendentes. Para estes homens, a ida para a linha da frente é apresentada pelas autoridades como o menor de dois males. No entanto, a realidade é bem diferente: trata-se, na sua maioria, de cidadãos frágeis que o próprio militar descreveu abertamente como “descartáveis”.

Putin já tomou decisão? E porque razão é que a mobilização apenas acontece após as eleições?

Uma vitória eleitoral histórica. Foi assim que os meios de comunicação social russos retrataram o resultado do Rússia Unida nas eleições parlamentares. O partido próximo do Presidente conquistou 355 dos 450 lugares na Duma (o Parlamento russo), batendo o recorde de representação parlamentar. Num ato eleitoral em que o principal partido antiguerra — o Yabloko — foi impedido de participar, Vladimir Putin passa a poder apresentar, interna e externamente, o argumento de que a população russa apoia a guerra.

Putin renova maioria parlamentar na Rússia com recorde de deputados

O êxito eleitoral não é uma surpresa num país marcado por uma repressão cada vez mais acentuada nos atos eleitorais. Porém, nos últimos meses, ganhou força a narrativa de que a população russa estaria descontente com a longevidade do conflito e com o impacto dos ataques ucranianos dentro do país. Ora, este resultado eleitoral serve para transmitir a mensagem oposta: a de que os russos continuam ao lado de Vladimir Putin e, portanto, mantêm o apoio à ofensiva na Ucrânia.

Seguindo esta lógica, faria sentido que a Rússia lançasse agora uma nova vaga de mobilização. Com as eleições finalizadas, o regime dispõe do argumento de que a população apoia Vladimir Putin e a sua visão sobre a guerra. É por isso que vários analistas antecipam que este outono possa ser o momento escolhido pelo Kremlin para decretar um processo de recrutamento massivo.

Apesar de todas as teorias que circulam, o Kremlin tem-nas desmentido. Ainda esta sexta-feira, o porta-voz da presidência reiterou que não “há planos” para que aconteça uma mobilização em massa. Mas as palavras de Dmitry Peskov podem não bastar — e muitos russos já estão a fugir do país. Como escreve o ISW, os “dirigentes russos têm negado repetidamente que a Rússia possa levar a cabo uma mobilização forçada de reservistas, de forma a diminuir o descontentamento da sociedade e evitar uma nova vaga de emigração em massa, como a que ocorreu no outono de 2022”.

View the original on Observador Desporto

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.