Metade das afegãs raramente sai de casa em meio a restrições do Taliban, diz agência da ONU
“Meia década após a tomada do poder pelo Taliban, em agosto de 2021, o Afeganistão desmantelou sistematicamente os direitos de metade de sua população, tornando-se um caso isolado no mundo, sem paralelo na era moderna”, afirmou a ONU Mulheres em comunicado.
O Ministério para a Propagação da Virtude e a Prevenção do Vício, administrado pelo Taliban, que faz cumprir muitas das regras do governo relativas às mulheres, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O porta-voz-chefe do governo, Zabihullah Mujahid, também não respondeu imediatamente.
O Taliban impediu que cerca de 2,4 milhões de meninas afegãs tivessem acesso ao ensino médio desde que retomou o poder no Afeganistão em 2021, informou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na terça-feira.
A ONU Mulheres afirmou que as autoridades do Taliban emitiram mais de 100 decretos voltados para mulheres e meninas desde que assumiram o poder, institucionalizando a discriminação e aprofundando o que descreveu como a crise de direitos das mulheres mais grave do mundo.
O Taliban argumenta que respeita os direitos das mulheres de acordo com sua interpretação da lei islâmica e da cultura afegã.
Mais da metade das mulheres entrevistadas pela agência da ONU relatou sair de casa duas vezes por mês ou menos, enquanto quase três quartos disseram se sentir inseguras ao sair sem um guardião masculino, conhecido como mahram.
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