Campanha de Flávio quer impedir Moraes de assumir STF, mas se divide quanto a estratégia
A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) se divide quanto à pressão a ser feita sobre Alexandre de Moraes (STF), em caso de vitória nas urnas.
O único consenso é que é preciso impedir que Moraes assuma a presidência do STF em setembro do ano que vem, como é a previsão. Atual vice-presidente, ele substituirá Edson Fachin, de acordo com o rodízio da corte.
Uma ala da campanha avalia que será preciso aumentar os ataques a Moraes, para mobilizar a opinião pública contra ele e facilitar um processo de impeachment no Senado.
Para parte dos estrategistas, no entanto, o sentimento de vingança de um presidente recém-eleito será mal avaliado pela opinião pública. Passará a imagem de que Flávio está mais preocupado com um acerto de contas para sua família do que em resolver problemas cotidianos das pessoas.
Segundo essa visão, Moraes naturalmente será pressionado pelas circunstâncias a se afastar do STF, dada a virada no clima político. Ou, no que poderia ser um acordo, ele abriria mão de presidir a corte para se manter no tribunal.
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