Sem Jean Carlos, Pivetti terá de mudar o Náutico; Cabral Neto aponta opção mais segura

A suspensão de Jean Carlos para o confronto com o Goiás, na próxima segunda-feira, fora de casa, traz um desafio para o técnico Bruno Pivetti. Com poucas alternativas no banco de reservas, ele, provavelmente, terá de escolher entre opções que vão modificar o funcionamento da equipe. É o que analisa o comentarista da Globo Cabral Neto.

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Na avaliação de Cabral Neto, Pivetti tem, na teoria, duas alternativas principais para ocupar a vaga: Júnior Todinho (que volta de suspensão), atuando mais centralizado, função que exerceu na reta final do trabalho de Hélio dos Anjos, ou Luiz Felipe, que vem entrando nas partidas nas últimas rodadas.
"Nenhuma opção passa a impressão de ser a decisão certa. O Náutico passa por uma fase tática e técnica complicadíssima e seu banco de reservas sempre foi um complicador ao longo da temporada", destaca Cabral.
Júnior Todinho, atacante do Náutico — Foto: Marlon Costa/AGIF
As duas escolhas levariam então o Náutico a apresentar características diferentes no meio-campo. Todinho seria uma alternativa mais ofensiva, com possibilidade de aumentar a participação no ataque e oferecer mais mobilidade para os contra-ataques diante do Goiás.
Luiz Felipe, por outro lado, daria ao treinador uma opção com maior capacidade defensiva. A presença do jogador também poderia ajudar Pivetti a ajustar a marcação pelo lado direito do campo, justamente uma das necessidades apontadas diante do atual momento da equipe.
Luiz Felipe, do Náutico, no jogo contra o Cuiabá. — Foto: Marlon Costa/AGIF
É nesse ponto que Cabral Neto vê vantagem para Luiz Felipe. Com o Náutico novamente ameaçado pela zona de rebaixamento, o comentarista entende que recuperar competitividade defensiva deve ser uma prioridade para Pivetti.
- Como a situação atual do Náutico exige recuperar um pouco da sua competitividade defensiva, Luiz Felipe passa a ser uma escolha mais óbvia e segura. Por isso, ampliar seu poder de marcação deve ser a melhor solução nesse momento.
"O time voltou a ser assombrado pela zona de rebaixamento e pontuar passou a ser sinônimo de sobrevivência", finaliza o comentarista.

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