João Amoêdo, fundador do Partido Novo, declara voto em Lula para presidente

Foto: Marcos Corrêa - Flickr, CC BY 2.0
O empresário João Amoêdo, fundador do Partido Novo e candidato à Presidência em 2018, declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em publicação no X nesta sexta-feira (23), Amoêdo afirmou que continuará na oposição a qualquer vencedor, mas considera uma vitória de Lula menos arriscada do que a de Flávio Bolsonaro (PL).
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"Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção", escreveu.
Amoêdo justificou a posição com diferenças entre os cenários políticos que, segundo ele, se formariam após a eleição. Sobre Lula, afirmou que o petista cumpriria seu último mandato, sem um sucessor definido, e teria um vice-presidente com experiência em gestão pública. Também ponderou que, apesar da possibilidade de indicar ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente enfrentaria forte oposição no Senado.
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Em relação a Flávio Bolsonaro, o empresário apontou risco de concentração de poder político. Segundo ele, o candidato do PL poderia disputar a reeleição, teria um vice-presidente desconhecido e contaria com uma Câmara dos Deputados e um Senado favoráveis, além de aliados à frente dos principais estados. "São alternativas totalmente distintas para quem anseia por renovação em 2030 e teme a perpetuação de uma família no poder", declarou.
Apesar do apoio a Lula, Amoêdo criticou a gestão petista. Atribuiu ao presidente falhas na condução do país, falta de diálogo com adversários, indicações de pessoas próximas ao STF, incentivo à polarização, escolha de integrantes despreparados para o governo e irresponsabilidade na condução das contas públicas.
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As críticas a Flávio Bolsonaro foram mais duras. Amoêdo afirmou que o senador não teria "absolutamente nada que o credencie a governar o país" e questionou sua postura, credibilidade e competência. Também mencionou suspeitas e controvérsias relacionadas ao candidato, incluindo o caso das rachadinhas, lavagem de dinheiro, proximidade com integrantes de milícias e com pessoas envolvidas em ações golpistas.
Amoêdo demonstrou frustração com a repetição da disputa entre petismo e bolsonarismo. Para ele, a polarização e os ataques entre os grupos prejudicam o debate sobre o futuro do país. "A urna, que deveria ser o momento para definirmos o futuro da nação, tornou-se, para muitos, um momento de expressão de raiva", afirmou.
O empresário também criticou a falta de alternativas políticas competitivas nos últimos anos e atribuiu parte desse cenário à apatia da sociedade, especialmente de setores da elite. "A minha sensação como cidadão é de frustração e preocupação. Frustração pela nossa apatia em relação à política, em especial da nossa elite. Fomos incapazes de construir, nos últimos anos, uma alternativa decente e competitiva que nos tirasse dessa armadilha das últimas três eleições presidenciais", concluiu.
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