Motorista de Porsche é condenado por homicídio de motorista de app em SP

O laudo da perícia oficial, citado pelo MPSP, apontou que o Porsche estava a 156 km/h na via. Um relatório encomendado da Porsche, estipulou ao menos 136 km/h. A via, no entanto, permitia apenas 50 km/h.
Relato do filho da vítima
A decisão trouxe alívio para Lucas Silva, filho de Ornaldo. Durante seu depoimento ao juízo, no primeiro dia de julgamento, ele disse que a família vive dificuldades financeiras e sofrimento psicológico desde a morte do pai, em março de 2024. Lucas disse que precisou buscar terapia e que ele, os irmãos e a mãe choraram por dias após o acidente.
Segundo ele, o Renault Sandero usado por Ornaldo como motorista de aplicativo tinha financiamento em aberto e o seguro havia deixado de ser pago no mês da colisão. O carro teve perda total e a carcaça segue guardada na garagem de um vizinho — espaço pelo qual Lucas diz pagar, sem conseguir se desfazer do veículo.
Lucas relatou ainda que recebe ligações de cobrança e que um representante do banco já foi até sua casa. Ele não informou o valor da dívida, mas disse não conseguir pagá-la. Um idoso para quem Ornaldo trabalhava como motorista passou a ajudar a família com compras de supermercado.
Na época, graças a Deus, minha família, eles ajudaram a gente, eles deram alimento. Veio muitos meus tios, meus tios vieram lá em casa, trouxeram feijão, arroz, essas coisas. Então, também veio uma ajuda da igreja, o pessoal da igreja também ajudou nós.
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