Ex-funcionária do LinkedIn revela o erro de perfil que mais viu, e como corrigir em 5 passos
RESUMO | Alicia Teltz, que trabalhou no LinkedIn e hoje ajuda profissionais a usar a rede, analisou centenas de perfis e diz ter visto o mesmo erro se repetir: posts bons sobre um assunto e um perfil que conta outra história. Em artigo na revista americana Inc., ela propõe cinco passos para corrigir a diferença, de reler o próprio perfil como um desconhecido a definir pelo que você quer ser lembrado. Para quem está em processo seletivo, a lógica vale para o recrutador que clica no seu nome depois de ler o currículo.
Quando trabalhava no LinkedIn, Alicia Teltz revisou centenas de perfis e diz ter encontrado o mesmo problema várias vezes. A pessoa publicava posts bons e úteis sobre um assunto, mas o perfil contava uma história completamente diferente. Quem gostava do conteúdo e clicava para saber mais saía sem entender o que aquela pessoa fazia, e a oportunidade podia acabar ali.
Hoje à frente da The Hype Department, agência que ajuda profissionais e empresas a usar o LinkedIn, Teltz reuniu em artigo publicado na revista americana Inc. cinco passos para corrigir essa diferença.
Os exemplos dela falam de fundadores e consultores, mas o raciocínio serve para qualquer candidato. Depois de ler um currículo, muitos recrutadores abrem o LinkedIn para checar se a história bate.
Por que a diferença pesa
Um dos exemplos citados por Teltz é o de uma fundadora que escrevia sobre ajudar varejistas a crescer, enquanto o título do perfil ainda descrevia um antigo emprego corporativo. Outro é o de um consultor que dava conselhos detalhados sobre contratação, com uma seção "Sobre" que dizia pouco além de "apaixonado por pessoas e inovação".
A diferença também pode dificultar que a própria rede entenda sua especialidade. Teltz cita uma explicação do vice-presidente de engenharia do LinkedIn, Tim Jurka, segundo a qual o sistema que ordena o feed considera a identidade profissional de quem publica, incluindo experiência, competências e conteúdo do perfil. Ela mesma pondera que a rede usa muitos sinais e que ninguém de fora da empresa pode garantir um nível de alcance. Ainda assim, um perfil claro é um bom ponto de partida.
1. Leia o seu perfil como um desconhecido
O primeiro passo é ler o título, a seção "Sobre", as experiências e as competências como se você nunca tivesse se visto. Sobre quais cinco temas essa pessoa provavelmente publicaria? Depois, compare a resposta com seus últimos dez posts.
A ideia, segundo Teltz, é encontrar uma lacuna, e não dar uma nota. Para um candidato, a comparação pode incluir também o currículo e as vagas para as quais você está se candidatando.
2. Decida pelo que você quer ser lembrado
Teltz propõe completar uma frase: "Como alguém que [experiência relevante], eu ajudo [pessoas específicas] a [resultado] por meio de [método], sem [obstáculo comum]". No exemplo dela, uma ex-diretora de operações ajuda varejistas em crescimento a reduzir atrasos nas entregas melhorando processos de armazém, sem comprar software caro.
A frase deixa claro para quem você trabalha e o que muda para essa pessoa. Também vira um filtro para decidir o que publicar. Quem está no começo da carreira pode adaptar a lógica para a área em que quer atuar e a experiência que já tem, como um estágio, um projeto da faculdade ou uma empresa júnior.
3. Faça o perfil inteiro contar a mesma história
O banner, o título, a seção "Sobre" e as experiências devem reforçar uma ideia central, sem repetir as mesmas palavras. A descrição mais clara do que você faz vai no título. A seção "Sobre" explica que problema você resolve e como. As experiências mostram resultados concretos, e as competências devem refletir o que você de fato pratica.
4. Passe tempo com quem você quer alcançar
Siga profissionais da área, observe as dúvidas que aparecem e participe das conversas com contribuições relevantes.
Para Teltz, a prática ensina quais são as prioridades desse público e como ele descreve os próprios problemas, independentemente do efeito no algoritmo. Para quem busca vaga, vale acompanhar as empresas e as áreas em que quer trabalhar.
5. Dê um motivo para alguém ler o seu post
Um perfil bem alinhado não salva posts vazios. A recomendação é compartilhar aprendizados reais: explicar uma decisão, contar um erro, mostrar como resolveu um problema. Segundo Teltz, o LinkedIn tende a valorizar perspectivas aplicáveis mais do que posts que só pedem para o leitor comentar se concordar.
Ela resume tudo numa pergunta: se alguém encontrasse hoje o seu melhor post e clicasse no seu perfil, entenderia por que foi você quem o escreveu?
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Seu perfil também passa por seleção
No processo seletivo, o LinkedIn costuma ser lido junto com o currículo. Quando os dois contam a mesma história, o candidato chega à entrevista com uma imagem mais clara.
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Qual é o erro mais comum no perfil do LinkedIn?
Segundo Alicia Teltz, que trabalhou no LinkedIn, o erro mais frequente é publicar conteúdo sobre um assunto enquanto o perfil conta outra história, com título e seção "Sobre" desatualizados ou genéricos.
O perfil influencia o alcance dos posts no LinkedIn?
De acordo com explicação do vice-presidente de engenharia do LinkedIn citada por Teltz, o sistema que ordena o feed considera a identidade profissional de quem publica, incluindo experiência e competências. A rede usa muitos sinais, e ninguém de fora da empresa pode garantir um nível de alcance.
O que colocar no título do LinkedIn?
A descrição mais clara do que você faz ou quer fazer. O título deve conversar com a seção "Sobre", com as experiências e com o tipo de conteúdo que você publica.
O curso Processo Seletivo Na Prática é gratuito?
Sim. O curso é online e gratuito, com oito módulos sobre as etapas de uma seleção, incluindo currículo e perfil no LinkedIn.
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