As notícias das 2h

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São 2 horas. Muito boa noite. A acampada no Porto desmontou as tendas, mas os manifestantes mantêm-se a esta hora na rua. A PSP autorizou a permanência, desde que se mantenham em silêncio. Depois de alguns momentos de diálogo, os manifestantes acataram as indicações da PSP e retiraram as cerca de 10 tendas que estavam montadas na Praça Dom João I. Sem tendas, a comitiva de polícias, liderada pela subcomissária Eduarda Fã, anunciou que os manifestantes podiam ficar, mas em silêncio.
Podem permanecer aqui na Praça Dom João I. Aquilo que vos solicitamos é que estejam em silêncio, não produzam ruído e, se não houver tendas, não há inconveniente em permanecerem aqui na Praça Dom João I.
Explicações aos manifestantes pela voz da subcomissária da PSP, Eduarda Fã. Os manifestantes podem ficar na praça da Cidade Invicta, desde que não produzam ruído nem montem tendas. É o que diz a PSP. Em Lisboa, a esta hora, o protesto já desmobilizou. A Praça do Rossio está vazia. Foi, no entanto, aprovado em Assembleia Popular um novo protesto para sábado, semelhante ao do passado fim de semana, como dá conta a jornalista da Rádio Observador, Maria Miguel Marques.
Não houve pernoita aqui na Praça do Rossio. Aliás, a esta hora a praça está completamente vazia, porque passou a meia-noite e meia, altura para a qual estava já marcado o fim desta 12ª noite de acampada em Lisboa. Aqui na Praça do Rossio estiveram bastante menos pessoas, comparando com a multidão que ontem estava à frente do Parlamento. Esta reunião, que contou com cerca de 400 pessoas, foi mais um momento de convívio e de debate de ideias da acampada, apesar de termos também ouvido vários gritos de protesto, incluindo de desaprovação do Orçamento de Estado. Também de dar conta que vimos menos polícias, aliás, vimos apenas duas viaturas mobilizadas e também subiram ao palco no Rossio alguns artistas. Destaque para Carolina Deslandes, que tocou alguns dos próprios temas, mas também cantou Jorge Palma. Estes concertos aconteceram precisamente depois da Assembleia Popular, que acabou por aprovar, com 230 votos a favor, uma nova manifestação já para este sábado. Este protesto vai funcionar, dizem os manifestantes, à semelhança do último fim de semana. Para além desta aprovação de uma nova manifestação no sábado, com fim aqui no Rossio, fica também a promessa de que já amanhã há nova assembleia popular aqui às 19h.
Maria Miguel Marques a descrever também o cenário do Rossio, perto da 1h, quando os manifestantes já tinham desmobilizado. Vai haver uma nova manifestação este sábado. Foi aprovada a realização de uma marcha lenta do Marquês de Pombal até ao Rossio, à semelhança do que aconteceu também no passado sábado. Na política, José Luís Carneiro acusa o PSD e o CDS de destratar e desconsiderar o Partido Socialista. O secretário-geral do PS diz que neste debate orçamental, que aconteceu esta quarta-feira, foi alvo de ataques políticos incompreensíveis e considera que o primeiro-ministro tem de definir como quer tratar o Partido Socialista.
O PS tem um primeiro dever, que é o dever com o país, com as portuguesas e com os portugueses que já vivem momentos muito difíceis nas suas vidas e que exigem responsabilidade, grande sentido de responsabilidade. Naturalmente que nós tivemos ataques políticos incompreensíveis, vindos de responsáveis e de pessoas muito próximas do primeiro-ministro. E o primeiro-ministro tem que definir também um perfil na forma como trata e como se relaciona com o PS. Não pode destratar um partido que mostra esta atitude de responsabilidade para com o país e também para com o governo, que, como se vê, está cada vez mais fragilizado.
As palavras de José Luís Carneiro, falou esta noite aos jornalistas à entrada para uma sessão com militantes em Loures, no dia em que o PS permitiu, através da abstenção, que o Orçamento do Estado para 2007 fosse viabilizado na generalidade. Agora, a estratégia do governo passa por controlar as iniciativas da oposição durante a fase da especialidade, que arranca hoje. O Partido Socialista e o Chega vão apresentar propostas, podem chegar a acordo até à votação final global. Por isso, com margem reduzida para acolher novas medidas, o governo procura tirar o tapete às chamadas coligações negativas. Miguel Vítor Dias.
Com o resultado ao intervalo já conhecido, com a aprovação do orçamento, o governo tenta controlar o jogo na segunda parte.
Quem propuser mais despesa, tem que dizer qual a que elimina. Quem quiser abdicar de receita, tem que dizer o que é que vai deixar de fazer ou que impostos quer aumentar.
O ministro Leitão Amaro deixa avisos para a fase da especialidade, já depois de José Luís Carneiro, do PS, ter anunciado uma proposta para limitar a receita fiscal.
Foram mudadas cinco vezes as portarias que aumentaram a carga dos impostos sobre os combustíveis e, por isso, senhor primeiro-ministro, traremos à especialidade uma norma que levará a um princípio político fundamental: não haverá aumento de receita fiscal.
Faltam conhecer os detalhes de uma iniciativa que deixou André Ventura curioso, o líder do Chega, que aproveitou ainda para pressionar o governo com a lei das rendas.
Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram. Senhor primeiro-ministro, esta lei depende de si.
E Leitão Amaro, à defesa, vai deixando avisos.
Será que daqui a algum tempo vamos voltar a vê-los, como na reforma laboral, de punho cerrado
A pôr os líderes comunistas em lágrimas, a celebrar o bloqueio de mais uma reforma estrutural?
De volta ao Orçamento, a IL até iliba o governo de responsabilidades passadas, mas pede uma bitola superior.
O fracasso do PS não pode ser a medida da ambição da AD.
E o Livre pega na abstenção do PS para atirar ao Chega.
O voto farsista do Chega, que vem aqui cheio de muitos malabarismos, dizer que é contra, mas que sempre que é necessário, dá a mão ao governo.
Numa discussão marcada pelas manifestações, Paulo Raimundo, do PCP, deixou ainda uma provocação.
No seguimento da martelada, que é a greve a um direito, desde que ninguém faça, vem agora a mais recente bastonada, que é a manifestação a um direito, desde que não hajam manifestantes.
O debate de um orçamento marcado pelas manifestações na rua sobre o setor da habitação.
Miguel Viterbo Dias, que acompanhou a discussão do Orçamento do Estado. A fase seguinte arranca já hoje com as audições ao Tribunal de Contas, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e também ao ministro da Economia. Também hoje António José Seguro vai receber todos os partidos com assento parlamentar. As audiências começam cedo, com o JPP a ser recebido a partir das 08h30 da manhã. No desporto, o Futebol Clube do Porto está na final four da Taça da Liga, venceu esta noite, 1 x 0, o Académico de Viseu. Os Dragões receberam os visienses, uma grande penalidade convertida por Santiago Gimenez, a poucos segundos do intervalo, foi o suficiente para carimbar a passagem à próxima fase da competição. Ambos os treinadores fizeram várias alterações para este encontro, sendo que Francesco Farioli adotou uma tática diferente para este jogo. Entrou em campo com três defesas centrais, algo que não é comum na equipa do Futebol Clube do Porto. O técnico italiano explica que mesmo com uma estrutura diferente, aquilo que quer ver em campo é exatamente o mesmo.
Senti que os jogadores iam conseguir compreender em poucos dias com, digamos, uma sessão de treino específica e boa preparação a esta nova estrutura. Os princípios são os mesmos. Aquilo que queremos ver é o mesmo. Claro que é um sistema diferente e sinceramente acho que os jogadores estiveram bastante bem, tanto na primeira como na segunda parte. Tivemos vários momentos interessantes com bola, faltou-nos um pouco mais de presença na área, mas em termos de controle e posse de bola, acho que estivemos muito bem.
Francesco Farioli, depois da vitória frente ao Académico de Viseu, o Futebol Clube do Porto volta assim a marcar presença na final four da Taça da Liga, depois da época passada ter sido eliminado pelo Vitória Esporte Clube antes de chegarmos a esta fase. Os Dragões vão defrontar o vencedor do Benfica-Gil Vicente, que acontece esta quinta-feira. Do outro lado, Bruno Pinheiro, técnico dos Viriates, lamenta que o jogo tenha ficado decidido por uma grande penalidade, mas mostra-se muito orgulhoso do trabalho da equipa.
O jogo acaba por ser decidido num lance, sendo penalti ou não, numa grande penalidade. E isso acho que diz tudo do comportamento do Académico. Penso que fizemos um jogo interessante uma vez mais, comparando as potencialidades da equipa. Acho que fizemos um jogo muito competente.
A reação de Bruno Pinheiro à derrota frente ao Futebol Clube do Porto. Os Dragões seguem em frente na Taça da Liga. Terminamos este jornal das 14h com esta notícia do Futebol Clube do Porto. A informação regressa às 14h30. Até lá.
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