Controladoria embarga obras de construtoras ligadas à queda de prédio em SP

Afastamento da servidora de suas funções administrativas foi estendido por até 120 dias pela Controladoria. "Por se tratar de apuração em andamento, a CGM não divulga o teor dos depoimentos nem antecipa informações sobre as diligências realizadas ou previstas, de modo a preservar a instrução do procedimento. Outras pessoas poderão ser ouvidas conforme a necessidade identificada no curso da apuração", concluiu.
Como os nomes das construtoras e da servidora não foram divulgados pelas autoridades, as defesas não foram encontradas pela reportagem para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
Sócio-proprietário de construtora é preso
Um dos sócio-proprietários da construtora New Home, responsável pela construção do prédio, foi preso temporariamente na manhã de ontem. A polícia tenta cumprir outros dois mandados de prisão temporária expedidos contra representantes da empresa. O homem preso, cuja identidade não foi divulgada, foi levado ao 24º DP, onde prestou depoimento e ficou à disposição da Justiça, informou o governo paulista. A reportagem tenta localizar algum representante da construtora para comentar o assunto. Em nota à Folha de S.Paulo, a New Home afirmou que realiza uma apuração interna para investigar o caso, lamenta o ocorrido e presta apoio às famílias afetadas.
A Prefeitura de São Paulo determinou a abertura de um processo de apuração sobre o caso. A gestão municipal disse ter entrado, em 2021, com ação judicial para demolição de uma construção irregular no local após ações fiscalizatórias, ordem de interdição e multas aplicadas. Uma liminar foi concedida pela Justiça, à época, determinando paralisação das obras porque o alvará solicitado em 2019 havia sido indeferido pelo município.
Em 2022, um novo projeto para o local foi apresentado e um alvará para execução da obra foi emitido em agosto de 2023 com a determinação de que a estrutura anterior fosse demolida. Em fevereiro de 2024, ainda segundo a prefeitura, uma vistoria foi realizada no local e o laudo, assinado por uma servidora da Subprefeitura da Penha, afirma que a demolição havia sido realizada, o que será investigado pela CGM. Com isso, o processo judicial foi extinto. Atualmente, a obra tinha Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova vigente.
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