Sarna em Lagoa Santa: casos confirmados chegam a 178

Segundo o último boletim divulgado pela prefeitura, outros 75 casos estão em investigação no município, totalizando 253 notificações. Apenas nas últimas 24 horas, foram registradas 12 novas ocorrências.
Conforme a administração municipal, os registros de escabiose chegaram via hospital, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e escolas (leia mais abaixo sobre a suspensão das aulas).
"Todos os casos notificados foram direcionados para atendimento na rede municipal de saúde, com avaliação e indicação do tratamento adequado", afirmou a prefeitura.
O município também informou que as secretarias de Saúde e de Educação estão trabalhando juntas para acompanhar a situação epidemiológica da doença.
LEIA TAMBÉM:
As aulas em todas as escolas municipais de Lagoa Santa, na Grande BH, foram suspensas entre quinta e sexta-feira (9) por causa do surto de sarna humana. A paralisação das atividades escolares foi anunciada pela prefeitura após pedidos de pais e responsáveis preocupados com o avanço da doença.
Em nota, a administração municipal afirmou que a suspensão foi adotada como medida adicional de precaução. No entanto, ressaltou que o fechamento das escolas não é uma recomendação técnica de rotina para o controle da escabiose e, sozinho, não interrompe a transmissão.
"O sucesso dessa medida depende diretamente da atuação das famílias durante o período em que as crianças permanecerão em casa", destacou a prefeitura.
O que é sarna e como prevenir a transmissão?
A escabiose é uma doença de pele causada por um ácaro que provoca coceira intensa e lesões. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Lagoa Santa, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com a pele de uma pessoa infectada e, com menor frequência, pelo compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama.
A doença não está relacionada à falta de higiene pessoal e não é transmitida por tosse ou espirro.
A orientação é procurar uma unidade de saúde diante de sintomas e seguir o tratamento prescrito. Familiares e contatos próximos devem realizar o tratamento ao mesmo tempo quando houver indicação da equipe de saúde.
Não há recomendação de medicação preventiva indiscriminada para toda a população. O retorno da criança às atividades escolares deve seguir a orientação dos profissionais de saúde, considerando o tratamento realizado e a situação individual.
Além do tratamento, a prefeitura recomenda os seguintes cuidados em casa:
- Lavar roupas, toalhas e roupas de cama utilizadas no período relacionado ao início do tratamento. Quando possível, usar água quente, secar completamente e passar com ferro quente.
- Guardar objetos que não possam ser lavados em um saco plástico bem fechado e deixá-los sem uso por sete dias.
- Não compartilhar roupas, toalhas, lençóis, cobertores, travesseiros e outros objetos que tenham contato direto com a pele.
- Manter a limpeza habitual da casa e, quando possível, aspirar sofás, colchões e tapetes. Não é necessário descartar móveis ou colchões.
- Manter as unhas curtas e limpas e evitar coçar as lesões, para reduzir o risco de feridas e infecções.
- Evitar contato prolongado de pele com pele até que o tratamento recomendado tenha sido realizado.
- Não usar nem compartilhar medicamentos por conta própria.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a coceira pode persistir por algumas semanas mesmo após o tratamento adequado. Se surgirem novas lesões, piora da coceira, feridas com secreção, dor, febre ou sintomas em outros familiares, a orientação é procurar novamente uma unidade de saúde.
Escabiose, ou sarna humana, causa lesões na pele e muita coceira — Foto: Magnific
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.