Venezuela. Equipamentos chegam após anos de desinvestimento

Novos equipamentos petrolíferos chegaram à Venezuela, anunciou na terça-feira a Nabep, empresa escolhida para gerir o acordo através do qual Washington deverá controlar 20% das importantes reservas de petróleo do país.
Nos termos de um acordo anunciado no final de agosto entre Washington e Caracas, a North American Blue Energy Partners (Nabep), a segunda maior empresa petrolífera privada da Venezuela, deverá gerir concessões de 100 anos para 17 jazidas de crude com reservas de 65 mil milhões de barris de petróleo, de acordo com a Casa Branca.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o “maior acordo petrolífero da história mundial”.
A Nabep concede a Washington a possibilidade de comprar, a preço de custo, 20% da produção e concedeu uma participação de 35% na empresa-mãe a um organismo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Entre os novos equipamentos petrolíferos que chegaram na semana passada encontram-se duas plataformas de perfuração, mas também 11 novas sondas de intervenção em poços de petróleo.
É “a primeira vez em mais de 15 anos que novos sistemas móveis de reparação e manutenção serão utilizados nos campos petrolíferos venezuelanos”, descreveu a empresa num comunicado.
“Cada plataforma petrolífera que chega à Venezuela aproxima-nos dos nossos objetivos de produção e da retoma da economia do nosso país”, afirmou o diretor-geral executivo, Alejandro Betancourt, que é alvo de processos judiciais em Espanha e na Suíça por branqueamento de capitais.
Em junho, a Venezuela contava com apenas duas plataformas de perfuração em atividade, de acordo com a empresa norte-americana Baker Hughes, contra mais de uma centena há duas décadas. Desde então, a indústria petrolífera entrou efetivamente em colapso devido à falta de investimento, à corrupção e às sanções norte-americanas.
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Desde a captura do Presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro, a produção aumentou, atingindo cerca de 1,2 milhão de barris por dia, contra três milhões no final do século XX.
A empresa pública Petróleos de Venezuela (PDVSA) anunciou uma meta de 1,5 milhão de barris por dia em 2027.
“O desafio que temos pela frente é grande, mas não há melhor parceiro do que o Governo dos Estados Unidos”, afirmou Betancourt.
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