Milhares protestam em Madri contra crise habitacional
"Estamos aqui porque a moradia é um problema que já afeta toda a sociedade, pessoas de todas as idades e classes sociais", disse a manifestante Dora Garcia, uma enfermeira de 55 anos. "Não podemos continuar assim. Moradia é um direito, e não o estamos tendo", afirmou.
Segundo a imprensa espanhola, o pai de Abascal alugou o imóvel, localizado no bairro nobre de Retiro, em 1956. Após a morte dos pais, ela continuou morando no apartamento, que à época estava sujeito a um controle de aluguel.
Em 2018, o edifício mudou de proprietário, e a unidade foi adquirida pela gestora de investimentos Urbagestion, que, segundo a associação de inquilinos, elevou o aluguel de 500 euros (quase R$ 3 mil) para 2.650 euros (mais de R$ 15 mil).
Antes disso, Abascal havia tido a oportunidade de comprar o apartamento, mas não tinha recursos financeiros para fazê-lo.
Posteriormente, o fundo reduziu o aluguel para 1.650 euros (quase R$ 10 mil), mas ainda assim ela não tinha condições de pagar.
Os tribunais já haviam bloqueado o despejo em três ocasiões anteriores, e a ampla cobertura da imprensa transformou seu caso num símbolo da crise habitacional.
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