Dino proíbe Mario Frias de deixar o país e ter contato com investigados

Ex-secretário de Cultura de Bolsonaro é produtor executivo e roteirista de "Dark Horse". Frias enviou emenda de R$ 1 milhão para executar um programa de empreendedorismo em Pirassununga (SP), que nunca saiu do papel. Suspeita-se que o dinheiro tenha sido desviado para a produção da obra.
Dona da produtora do filme, Karina Gama, está entre os alvos da operação. Além da Go Up Entertainment, Karina é dona do ICB (Instituto Conhecer Brasil) e da ANC (Academia Nacional de Cultura), que também seriam parte do esquema. Frias, Karina e os demais 27 alvos da operação de hoje estão proibidos de se comunicar e de deixar o país.
Além da proibição de manter contato com os demais investigados, revela-se adequada e necessária a imposição da medida cautelar consistente na proibição de ausentar-se do território nacional, com o consequente recolhimento dos passaportes eventualmente emitidos em nome dos investigados.
Trecho da decisão de Flávio Dino
Ao justificar a cautelar, Dino apontou interferência nas investigações e alinhamento de versões. "Elementos colhidos apontam risco concreto de alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação", escreveu na decisão.
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