Bolas na trave e falta de pontaria custam caro ao Náutico na Série B

Na ocasião, o treinador citou as bolas na trave contra Goiás e Juventude como exemplos das oportunidades que não foram convertidas em gol.

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“Temos criado algumas oportunidades de gol. No último jogo contra o Goiás, tivemos muita falta de eficácia ofensiva: criamos boas oportunidades, tivemos duas bolas na trave. Hoje (contra o Juventude) tivemos mais uma bola na trave. Precisamos ser o mais assertivos possível para melhorar nosso aproveitamento”, afirmou.
Jean Carlos em partida pelo Náutico na Série B — Foto: Rafael Vieira/CNC
O lamento de Pivetti tem algum fundamento. No total, o Náutico soma 21 bolas na trave nesta Série B. Junto com o CRB, é o líder do ranking desse quesito na competição, segundo levantamento do Gato Mestre, do ge.
Em algumas partidas, essas bolas na trave poderiam ter mudado o resultado - e deixado o Náutico numa outra situação na classificação. No levantamento jogo a jogo, sete confrontos podem ser destacados por terem tido pelo menos uma finalização na trave que, caso convertida, alteraria o placar final.
Contra Goiás, Atlético-GO, Juventude e Novorizontino, um gol a mais poderia ter transformado empates em vitórias. Diante do Fortaleza, o gol poderia ter evitado a derrota por 1 a 0. Já contra o Botafogo-SP, uma bola na trave convertida poderia ter mudado o empate por 1 a 1.
O caso do Ceará chama atenção pelo volume: foram três bolas na trave em uma partida que terminou com derrota por 1 a 0. Se todas as finalizações destacadas nesses sete jogos tivessem terminado em gol, o Náutico poderia ter conquistado até 14 pontos a mais.

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Jogos que poderiam ter outro resultado caso a bola na trave tivesse sido convertida:
- Goiás – 2 bolas na trave (empate em 0 a 0)
- Atlético-GO – 1 bola na trave (empate em 1 a 1)
- Juventude – 1 bola na trave (empate em 0 a 0)
- Novorizontino – 1 bola na trave (empate em 2 a 2)
- Fortaleza – 1 bola na trave (derrota por 1 a 0)
- Botafogo-SP – 1 bola na trave (empate em 1 a 1)
- Ceará – 3 bolas na trave (derrota por 1 a 0)
Trata-se de um cenário hipotético, que não considera como os gols poderiam alterar o andamento das partidas. Ainda assim, o levantamento mostra como a falta de precisão em momentos decisivos contribuiu para deixar pontos pelo caminho.
Top 5 times da Série B com mais bolas na trave (fonte: Gato Mestre)
- Náutico - 21
- CRB - 21
- Cuiabá - 20
- Novorizontino - 20
- Fortaleza - 18

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Volume de finalizações não se traduz em gols
A declaração de Pivetti também encontra respaldo em outras estatísticas. O Náutico é a segunda equipe que mais finaliza na Série B, com média de 16,3 tentativas por partida. Apenas o CRB, com 19,5, tem volume superior.
O número, porém, não se reflete na produção de gols: o Timbu marcou 39 vezes e ocupa a 13ª posição entre os ataques da competição. O índice de conversão é de aproximadamente 6,8% das finalizações em gols na Série B.

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Além disso, dos 16,3 chutes que o Náutico executa por partida, 4,4 acertam o gol, 7,6 vão para fora e 4,2 são bloqueados. Isso significa que apenas cerca de 27% das finalizações vão no alvo. Esses dados são do Sofascore.
Outro fator que chama atenção é o volume de finalizações de fora da área. O Náutico marcou oito gols em 242 tentativas dessa região, aproveitamento de aproximadamente 3,3%. Dentro da área, são 30 gols em 327 finalizações, conversão de 9,2%.
O Náutico volta a campo neste sábado, às 19h30, para um jogo decisivo contra o Avaí, nos Aflitos. Uma vitória garante a permanência na Série B. Por isso, acertar o gol pode valer muito para a equipe pernambucana.
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