Lula apela a eleitor 70+ que vive de salário mínimo para definir eleição

A convocação é baseada em estatística. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Brasil tem cerca de 17 milhões de pessoas com mais de 70 anos aptas a votar —número 15% superior ao de 2022. Em relação ao total de eleitores, essa parcela representa 11%.
Em São Paulo, o percentual é idêntico. Em 2022, eram 3,5 milhões de eleitores paulistas acima de 70 anos e hoje são 3,8 milhões de um universo de 34,1 milhões.
Artistas e figuras públicas, como o médico Drauzio Varella, engrossam o coro pelo voto dos idosos nas redes sociais. "Se você tem uma idade parecida com a minha, sabe como as decisões políticas afetam a sua vida. Ou você parou de ser cidadão só porque se aposentou", questiona Varella, de 83 anos e integrante do movimento #voto70mais.
Há quatro anos, cerca de 60% do eleitorado nessa idade não votou. Se esse número se repetir, serão cerca de 10,2 milhões de votos desperdiçados, quantia que define uma eleição. Em 2022, a eleição presidencial foi decidida com uma diferença de 2,1 milhões de votos, no segundo turno, para Lula.
Divulgada na quinta, 1º, a última sondagem Datafolha mostra que 49% dos eleitores com 60 anos ou mais pretendem votar em Lula, de 80 anos, contra 36% dos que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), de 45 anos. Na mesma faixa etária, o eleitorado que pretende votar branco, nulo ou em nenhum candidato soma 3% e o que está indeciso é de 2%.
Reajuste do salário mínimo atende a maioria dos idosos
Outro dado que sustenta a campanha em prol do voto dos idosos é o que mostra que 70% dos aposentados vivem hoje com um salário mínimo. Ou seja: a política de reajuste anual acima da inflação favorece diretamente essa parcela da população.
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