PM morto em tiroteio entre policiais na Gardênia Azul era irmão de sargento morto na megaoperação da Penha

Glaucio também integrava o Bope. Ele chegou a ser socorrido após ser baleado no confronto, mas não resistiu. Outros cinco policiais ficaram feridos na ocorrência.
Segundo a Polícia Militar, agentes do Bope abordavam um carro quando policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) viram a movimentação e, por causa da escuridão no local, confundiram os colegas com criminosos e atiraram.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e a Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), investigam as circunstâncias do confronto.
Cinco policiais ficaram feridos

Vídeo mostra como ficou viatura da PM após confronto de agentes
Os agentes feridos neste domingo (11) foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Quatro deles são do Bope e um pertence ao 18º BPM.
De acordo com a direção da unidade, dois policiais já haviam recebido alta médica. Outros dois passaram por cirurgia e apresentavam quadro de saúde estável.
A ocorrência aconteceu na região do Beco do Saci. Segundo informações da polícia, agentes do 18º BPM receberam relatos de que homens armados estariam na Rua Guilherme Moreira. Quando chegaram ao local, o tiroteio começou.
Testemunhas afirmam que os policiais dos dois batalhões não se reconheceram durante o patrulhamento. Viaturas descaracterizadas também eram utilizadas na região.
Uma viatura do batalhão de Jacarepaguá ficou com diversas marcas de tiros. Imagens feitas após o confronto mostram sangue e cápsulas de munição no chão.
A Rua Guilherme Moreira estava fechada na manhã deste domingo. Por volta das 10h, uma perícia era realizada no local.
Moradores reclamam das condições do asfalto e da iluminação na região e afirmam que o trecho é perigoso e muito escuro durante a noite.
Policial completaria 26 anos de serviço em dezembro

Tiroteio deixa um PM do Bope morto e outros quatro agentes feridos na Gardênia Azul
Em nota de pesar assinada pelo comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro, a corporação destacou a trajetória profissional de Glaucio.
Segundo o comunicado, o policial completaria 26 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em dezembro deste ano.
A nota também manifestou solidariedade aos familiares e amigos do agente.
Glaucio deixa três filhos: duas filhas, de 30 e 19 anos, e um filho, de 7 anos.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital e da Corregedoria Interna da Polícia Militar.
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