A guerra chegou oficialmente a Leipzig?

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Este é o Domínio da Guerra, sempre com o Major-General Adam Moreira. Bom dia.
Bom dia. Muito bom dia a todos.
Bem-vindo. Lembro que também nos pode acompanhar com imagem nas redes sociais do Observador e no YouTube. Depois de cerca de um mês sem confrontação militar, os Estados Unidos e o Irão voltaram no domingo às hostilidades. Washington destruiu sistemas da Guarda Revolucionária na Ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. O Irão respondeu com mísseis balísticos e drones sobre bases norte-americanas na região. Entretanto, os Estados Unidos responderam na terça-feira com ataques mais musculados e a situação, em geral, pode escalar com o Irão a regressar aos ataques sobre os seus vizinhos. Que balanço podemos fazer desta preocupante evolução da situação?
É verdade, depois de cerca de um mês sem hostilidades militares, regressámos outra vez às hostilidades. A justificação para o recomeço desta nova fase, que se espera que seja temporária, de qualquer forma, tem a ver com a batalha das narrativas, que teve um desenvolvimento importante na semana passada. Donald Trump diz milhões de coisas durante a semana. Durante a semana passada, ele disse uma coisa interessante. Disse: "O Estreito de Ormuz foi desminado pelas forças aeronavais norte-americanas". Isto é, os norte-americanos, apesar de todo o controle que o Irão continua a dizer ter sobre o estreito, terão conseguido desminar os canais de navegação do Estreito de Ormuz. E, portanto, esta afirmação era uma afirmação perigosíssima para o Irão. Significava que os Estados Unidos, afinal, tinham um controle superior àquilo que o Irão admitia relativamente às forças navais americanas na zona e que tinha tido capacidade técnica de desminar o estreito. Ora bem, o Irão tinha que responder a isto para suportar a sua narrativa de que as rotas não autorizadas pelo Irão não são seguras e estão cheias de minas. E é aqui que começa o incidente de domingo. Os Estados Unidos observaram movimentos na Ilha de Larak com a instalação de sistemas rocket com capacidade de lançar minas. O lançamento de minas através de lançadores não é uma novidade, o Ocidente também o faz. Por exemplo, os sistemas de artilharia 15 e meio do Ocidente estão preparados para lançar um determinado tipo de munições que depois dispersa minas. Do ponto de vista técnico, não é uma coisa nova.
Não é uma novidade.
Não é uma novidade. E o Irão, sem provavelmente capacidade naval para poder lançar as minas de forma tradicional, terá se socorrido de sistemas rocket para o poder fazer. Os sistemas rocket são um enorme perigo para isto, porque ninguém sabe onde é que as minas ficam. Como é evidente, ninguém sabe onde é que aquelas minas ficam. Elas ficarão certamente a flutuar, mas depois com as correntes, podem ir para um lugar qualquer. Esta era a intenção do Irão, contrariar a narrativa dos Estados Unidos de que já tinham limpo os canais de navegação e portanto, a necessidade de repor outra vez minas e medo sobre as empresas de navegação. Os Estados Unidos não podiam deixar contrariar a sua narrativa da limpeza e portanto, foram atacar os sistemas iranianos que se preparavam para lançar minas sobre esses canais.
Na tal Ilha de Larak.
Na Ilha de Larak. Ou seja, não podia deixar de ser feito isto. Os Estados Unidos fizeram-no com a intenção, e disseram-no também publicamente, de que se tratava de um ataque de natureza limitada. Os Estados Unidos achavam que o Irão podia ficar por aí, via os sistemas destruídos. O Irão, a quem a palavra guerra interessa, sobretudo, não perdeu a oportunidade para bombardear mais uma vez, atacar mais uma vez as bases norte-americanas que estão instaladas nos seus vizinhos. Jordânia, Kuwait, Bahrein, Emirados, etc. Tudo isso foi alvo de mais uma vaga de ataques iranianos. Por quê? Porque a batalha não é sobre o estreito, a batalha é sobre o preço do petróleo. É o preço do petróleo que influencia tudo isto. Quando Trump diz que libertou o Estreito de Ormuz das minas, está a pensar no preço do petróleo. Quando o Irão ameaça outra vez-
O general já aqui disse que Trump fala para os mercados
Exatamente. O Irão quer o preço do petróleo alto e, portanto, a guerra nem é sobre a água, a guerra é sobre a percepção do volume de petróleo que se consegue fazer passar pelo estreito. Só que na terça-feira, houve uma operação importantíssima lançada pelos Estados Unidos. Essa operação teve duas componentes, uma componente de cegar a capacidade de observação visual e eletrônica do Irão sobre o que se passava no estreito, sobre o trânsito marítimo no estreito, primeira questão. Segunda questão, os Estados Unidos organizaram uma escolta para a saída de petroleiros do Golfo Pérsico. Terão estado envolvidos 18 milhões de barris de petróleo. Os Estados Unidos conseguiram num dia extrair do Golfo 18 milhões O que não está muito longe dos 20 milhões, que é a média normal. É claro que isto foi uma operação militar montada, planeada e, portanto, provavelmente não repetível todos os dias, mas significa que, do ponto de vista técnico, os Estados Unidos têm capacidade de organizar comboios com escolta armada para poderem fazer transitar petróleo pelo Golfo. E, portanto, estamos outra vez aqui numa situação em que a guerra é uma coisa que não interessa, neste momento, a nenhuma das partes. Os Estados Unidos tudo farão para baixar o preço do petróleo e para isso, a sua narrativa é de que a navegação é segura, podem assegurar uma navegação segura. O Irã, pelo contrário, andará sempre a dizer que semeou mais minas no estreito e que os petroleiros que não seguirem as rotas recomendadas pelo Irã acabarão por embater numa destas minas. É a batalha que temos. Aparentemente, as partes não estarão interessadas na continuação desta disputa do ponto de vista militar. Vamos ver agora se nos próximos dias alguma das partes encaixa e dá uma oportunidade à outra de encaixar também e recomeçarem a guerra retórica, em vez da guerra através de meios militares.
Entretanto, esta foi uma semana decisiva no agravar das relações entre a Alemanha e a Federação Russa. Depois de semanas de investigação, Berlim acusou Moscovo de estar por detrás do incidente com um drone no aeroporto de Leipzig. O que se sabe agora sobre este incidente, general, e que consequências pode vir a ter já naquela que é uma tensa relação entre a Europa e a Federação Russa?
Pois é, Presidente. Não é uma novidade que o espaço aéreo europeu seja afetado por drones provenientes da Federação Russa. Isso tem acontecido imensas vezes.
E a Alemanha também tem sido muito fustigada quanto a isso.
Sim. E muitas das justificações podem até ser aceitáveis até este momento. Isto é, é evidente que se a Federação Russa lança centenas de drones, que alguns se possam extraviar, perder os seus sistemas de direcionamento e que acabem no espaço aéreo europeu. Isto é, é possível encontrar razões de mau funcionamento e não de intenção para isso em muitos destes incidentes. Mas Leipzig é um incidente diferente, porque este drone não veio extraviado da Federação Russa. Este drone foi lançado nas imediações do aeroporto de Leipzig. Isto faz agora toda a diferença, porque agora há uma intenção, enquanto nos outros incidentes poderia haver um mau funcionamento.
Aqui há uma premeditação.
Aqui há uma premeditação. Portanto, por que este incidente tem uma dimensão de gravidade muito maior do que os outros? É porque até agora os aeroportos da Europa já tinham sido afetados por drones, mas muitos desses drones tinham se limitado a perturbar a movimentação aérea. Já tinham interrompido as operações dos aeroportos por questões de segurança. Isto é, não tinha havido contato entre os drones e os aviões e, portanto, não havia aqui uma intenção de derrubar aviões. Aparentemente, o que havia aqui era uma intenção de perturbar a gestão do espaço aéreo em redor dos aeroportos. Ora, o aeroporto de Leipzig é um aeroporto muito particular do ponto de vista das infraestruturas europeias. Primeiro, é um dos maiores e mais importantes para aquilo que é sobretudo a movimentação não de passageiros, mas de cargas, de carga aérea. Opera 24 horas por dia, portanto, é uma estrutura importantíssima para a Europa e tem o maior número de movimentos, levantamentos e aterragens em toda a União Europeia. Ora, depois da tentativa russa, logo nos primeiros dias da invasão de 2022, de tomar o aeroporto de Hostomel. O aeroporto de Hostomel era um aeroporto para transporte de carga, onde estava o famoso A225, grande avião de transporte de carga ucraniano. A Antonov Airlines, que opera Antonovs de fabrico ucraniano, mudou-se para Leipzig. Não havendo condições na Ucrânia para operar e ter estacionado estes aviões de transporte de carga ucranianos, estes Antonov, eles passaram a operar a partir de Leipzig. Começamos aqui a reconstruir o cenário todo, a montar este cenário todo. Portanto, o ataque que vai procurar ser feito a esta companhia e a estes aviões de carga é feito na Alemanha, porque foi para a Alemanha que a Antonov Airlines mudou a sua base de operações. Então, o que é que aconteceu? Na madrugada de 4 de agosto As forças de segurança alemãs foram alertadas, julgo que por um funcionário do aeroporto, para um misterioso drone que estava carregado de explosivos junto aos aviões de carga ucranianos que estavam na pista de Leipzig. O drone foi desarmado e foi depois sujeito a todas as perícias de natureza técnica que é necessário produzir. E essas perícias trouxeram à luz do dia um conjunto de informações muito relevante. Além deste drone, terá havido um segundo drone encontrado e um terceiro nas imediações do aeroporto, o que significa que isto não foi um incidente isolado, mais uma vez reforça a teoria de algo premeditado, planeado para ser executado. Ora, os norte-americanos estiveram também presentes nestas peritagens e houve um acordo de que o tipo de explosivo que o drone continha era um sofisticado explosivo de natureza militar. Não é nada que esteja ao alcance de um civil curioso. É de origem militar e portanto, isto indica que este drone continha elementos fornecidos com a cumplicidade de um poder qualquer que tem acesso a explosivos de natureza militar. E que o detonador não funcionou e que terá sido isso que terá evitado o facto de o drone não ter explodido. O drone foi encontrado nas imediações, junto aos aviões de carga ucranianos, mas intacto, o que naturalmente depois também ajudou toda a questão das peritagens. Nós não sabemos, e por acaso era importante saber, mas eu não consegui determinar em lado nenhum, se houve embate do drone nalgum dos aviões. Isto é, se ele embateu e não explodiu ou se, pelo contrário, não chegou a embater. Isso não sei, eu pelo menos não sei. Ora, isto levanta quatro cenários. O primeiro cenário é o da teoria da conspiração, que é aquele que a Federação Russa alimenta. O drone foi lá colocado pelos ucranianos para virar a Alemanha contra a Rússia. Esta é a teoria da conspiração. Só que a Alemanha é um dos maiores contribuidores e um dos maiores apoiantes da Ucrânia. Não faz nenhum sentido, não é possível reforçar mais isto. Esta teoria não faz muito sentido. Segunda teoria: esta é mais uma brincadeira com drones. É desqualificar o incidente. Tem havido muitos, a gente a brincar com esta coisa dos drones e isto não é mais do que mais uma brincadeira na série de brincadeiras que têm sido feitas com os drones. Só que a parte do explosivo militar depois contraria também esta teoria. Depois há duas, são as teorias finais, talvez as mais credíveis. A primeira é que houve uma intenção de sinalizar, mas não de destruir. Isto é, a Federação Russa tinha a intenção de mostrar que está atenta, que há ali um problema, que a Alemanha não pode apoiar a Ucrânia e os aviões de carga ucranianos e o esforço de guerra, e fez voar um drone até ali, mas não o fez explodir, porque a explosão é um incidente diferente. Uma coisa é a sinalização, outra coisa é o drone embate no avião ou nas aeronaves que estão ali e provoca uma explosão. Isto é um atentado que é diferente de uma sinalização. É por isso que saber se ele embateu ou não embateu era importante, e isso nós não sabemos. Eu recordo o recente incidente numa fábrica de drones na Polónia e o ataque mal-sucedido nestes dois últimos dias a centrais elétricas alemãs. Há aqui um plano claramente para desestabilizar o ambiente político na Alemanha e que corresponde certamente a uma sinalização feita pela Federação Russa do seu desagrado relativamente ao apoio que a Alemanha tem dado à Ucrânia. Consequências disto. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha mandou fechar o consulado da Rússia em Bona e mandou fechar um organismo cultural, que era a Casa da Rússia, em Berlim. Já houve uma resposta, porque a Federação Russa, através de Lavrov, anunciou o fecho das instalações do Goethe-Institut na Federação Russa. Estão, neste momento, muito tensas as relações entre a Federação Russa e a Alemanha.
E a Europa deve ficar em alerta.
A Europa veio a jogo. A Europa teve que vir a jogo. Houve uma conferência de imprensa conjunta de von der Leyen e de Mark Rutte, da Comissão Europeia e da NATO, mostrando a solidariedade para com a Alemanha e sinalizando à Federação Russa que estamos atentos relativamente a estes movimentos. Entretanto, foram já sinalizados dois, e isto parece-me que é importante, dois possíveis autores deste incidente. Um deles é um cidadão nascido na Rússia, mas com passaporte da Letônia, o outro é um cidadão da Bielorrússia, mas com passaporte russo. Isto mostra a facilidade com que Com que a Federação Russa consegue recrutar também no espaço da antiga União Soviética, um conjunto de operacionais para conduzir este conjunto de ataques verdadeiros à Europa. Isto foi um ato de guerra conduzido em Leipzig contra a Alemanha.
Enquanto se fala no possível regresso das negociações, Volodymyr Zelensky garante que a Federação Russa se prepara para fazer uma mobilização forçada a seguir às eleições de 20 de setembro, para aumentar o número de efetivos na guerra contra a Ucrânia. O Kremlin, claro, desmente veementemente esta notícia. General, e a sociedade russa, como é que está a encarar esta verdadeira cortina de fumo?
O objetivo de Zelensky é claro. Nós estamos certamente recordados que quando o Putin foi obrigado a uma mobilização geral em setembro de 2022, fugiram da Rússia 700 mil russos para não serem apanhados nessa mobilização forçada. Ora, o que Zelensky está a tentar fazer é exatamente a mesma coisa.
Antes que aconteça a mobilização.
Antes que aconteça a mobilização, assustar a sociedade russa para que muitos saiam da Federação Russa antes disso acontecer. E qual é a data? A data há de ser posterior às eleições, porque também vamos ter agora eleições para a Duma em setembro.
Não era boa ideia agora.
Não era boa altura. Seria a acontecer depois. Zelensky começa desde já. O Kremlin, naturalmente, quer mostrar um ambiente de tranquilidade e, sobretudo, que tem tudo controlado e portanto, como está tudo controlado, ninguém precisa de fugir da Federação Russa. Mas olhemos para os números, porque esta cortina de fumo deste jogo entre os dois, tem traduções na sociedade russa. E é isso que é importante olhar. Em julho, as forças russas conquistaram apenas 38 km² de território da Ucrânia. 38 km². Isto não é nada durante um mês. Ou seja, uma ofensiva mais séria, como aquela que é prometida todos os dias nos meios de comunicação social, necessita de mais soldados. De acordo com a intelligence europeia, todos os meses a Rússia perde mais 6 mil soldados do que consegue recrutar. Isto é, todos os meses tem menos 6 mil soldados em combate. Ela está a recrutar cerca de mil novos soldados por dia, mas está a perder mais de mil também por dia. Ora, qual é o efeito na sociedade russa? Pois, o efeito é este: só na semana passada, mais de 113 mil cidadãos russos cruzaram a fronteira com a Geórgia. Por quê com a Geórgia? Porque a Geórgia não exige vistos de entrada. Portanto, é a saída mais fácil e rápida para os cidadãos russos. São 113 mil e só no dia 20 de agosto, foram 20 mil os cidadãos russos que passaram para a Geórgia. A Arménia também já veio a jogo a dizer que não há problema nenhum de receber cidadãos russos se eles estiverem interessados em ir para a Arménia. Portanto, esta cortina de fumo tem muito a ver com esta perspectiva, que é uma perspectiva de falta de soldados da Federação Russa para continuarem as operações de combate na Ucrânia e com esta possibilidade de haver uma mobilização parcial. Fala-se em 300 mil num ano, mais 300 mil no ano seguinte, para conseguir repor as capacidades de combate da Federação Russa para poder continuar as suas tentativas de invasão do território ucraniano.
Hoje trazemos para o nosso ponto de mira a Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, que se realizou esta semana no Quirguistão e que juntou líderes como Putin, Xi Jinping, o presidente do Irão e o primeiro-ministro da Índia. General, o que destacaria desta reunião?
Foi uma reunião de altíssimo nível. Esta Organização de Cooperação de Xangai tem, na minha observação, três características interessantes. Primeira é a liderança. É liderado pela China, quer dizer, não há ali mais ninguém que tenha voz. Basta ler os comunicados finais destas reuniões para perceber que o que lá está escrito é o que a China pensa sobre o assunto. Os outros fazem o favor de assinar aquilo que a China escreveu nos comunicados. Portanto, a liderança é chinesa. A segunda é a vocação regional. Todas as nações que estão ali presentes, todos os Estados que estão presentes, são nações asiáticas. Há uma vocação de natureza regional. Depois, há uma vocação antiocidental. Pode até ser apenas não ocidental, mas não há ali nenhuma nação naquele fórum de cooperação que seja positivamente alinhada com o Ocidente. Ou são claramente antiocidentais ou são pelo menos não ocidentais. E depois há uma vertente para a qual esta organização nunca conseguiu caminhar, que é a vertente de natureza militar. É de segurança, é de observatórios, etc, mas não tem uma natureza militar de um bloco de natureza militar. Este ano foi organizada pelo Quirguistão e contou com Xi, Putin, Peskov, entre outros. Os dois grandes assuntos eram a Ucrânia e o Irão. Não houve menção nenhuma à Ucrânia no comunicado final e o do Irão também foi uma coisa muito ligeira. Qual é o grande destaque aqui? O grande destaque foi a lição de moral que Narendra Modi, em público, resolveu dar a Vladimir Putin. Todos os dias que gastamos na guerra, puxamos a humanidade para trás e cada passo que damos para a paz enche a humanidade com nova esperança e entusiasmo. E perante esta lição de moral, Putin ficou tão atrapalhado que limitou-se a dizer: "Estamos a caminhar nessa direção". Foi isto, uma lição de Narendra Modi a Putin em direto. Este foi, digamos, o ponto alto desta reunião da Organização de Cooperação.
Vamos ver no que isto dá, general Arnaut Braga. Muito obrigada por mais um "Ponto de Guerra".
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