ESPNTransfer rumors, news: Arsenal could offer Endrick way out of Real MadridDaily MaverickINQUIRIES LAUNCHED: Top SA investigative journalist goes missing in DjiboutiESPN DeportesManchester City retoma la ventaja en casa ante Sunderlandוואלהרוכב אופנוע כבן 30 נהרג בתאונה בכביש 50 בירושליםPunchPHOTOS: Police raid FCT crime hotspots, arrest 300 suspectsThe Jerusalem PostOnly 17% of Israelis, 21% of Palestinians believe peaceful coexistence is possible, poll findsInquirerManila suspends in-person classes Sept. 21 over Martial Law anniv rallyRTP DesportoÀ conquista da Torre. Milhares de ciclistas em evento na CovilhãVanguardShettima leads Nigeria’s delegation to 81st UNGAColliderPierce Brosnan’s Best James Bond Movie Officially Makes Streaming ComebackSCMP ChinaRare earth exposure causes 3-fold increase of health risk to China’s newborns: studySouth China Morning PostTrump’s arch would be a ‘military complex’ hosting drones, snipers
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 20, 2026

Candidata de Lula fica pelo caminho: por que Bachelet desistiu da corrida pela ONU?

Translate

Nova York —  Neste sábado, 19, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou que retira sua candidatura a secretária-geral da ONU, encerrando uma campanha que o Brasil ajudou a costurar desde o início e sustentou até quando o próprio país da candidata já havia desistido dela.

A decisão veio em um vídeo nas redes sociais e em uma carta enviada à organização, um dia depois de mais uma votação informal desfavorável a ela no Conselho de Segurança.

Na terceira rodada de straw polls, realizada na sexta-feira, 18, Bachelet recebeu apenas um voto de "encorajar", contra onze de "desencorajar" e três abstenções. Foi o pior resultado de uma sequência de quedas.

A chilena, que aparecia em quarto lugar na primeira consulta, em julho, quando somou seis votos favoráveis, escorregou para dois em agosto e chegou à sexta-feira na sétima posição entre oito candidatos.

Uma candidatura lançada a três mãos

A candidatura de Michelle Bachelet nasceu como um empreendimento sul-americano de peso.

Apresentada em fevereiro conjuntamente por Chile, Brasil e México, reunia um currículo que o Itamaraty considerava imbatível: duas passagens pela Presidência chilena, o comando da ONU Mulheres e a chefia do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O arranjo, porém, começou a desidratar cedo. No mês seguinte ao anúncio, após a eleição do presidente de direita José Antonio Kast, o novo governo chileno retirou o apoio oficial, avaliando que a dispersão de candidaturas latino-americanas tornava a vitória inviável.

Mesmo sem o respaldo de Santiago, Lula manteve o nome de pé, ao lado da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. À época, o presidente brasileiro escreveu que Bachelet tinha "todas as credenciais" para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização.

Neste sábado, na carta de despedida da corrida, a chilena devolveu o gesto. Agradeceu de forma nominal a Lula e a Sheinbaum, dizendo-se especialmente grata aos dois por terem apoiado a candidatura "desde o primeiro dia com generosidade e convicção".

Segundo fontes a par do processo, o suporte dos dois países foi além do discurso: seus embaixadores chegaram a hospedar a ex-presidente nas viagens de campanha.

Os obstáculos que a derrubaram

Mais do que a perda do apoio doméstico, pesou contra Bachelet a resistência dos Estados Unidos.

Diplomatas e parlamentares americanos, incluindo o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, haviam levantado objeções ao seu histórico como alta comissária de direitos humanos, e circulava a expectativa de que os EUA a vetariam caso avançasse.

No Conselho, onde qualquer um dos cinco membros permanentes pode barrar um nome, a sombra do veto costuma matar candidaturas antes mesmo da votação formal. Ao anunciar a saída, Bachelet admitiu o revés e buscou dar-lhe um sentido.

Afirmou não se arrepender de ter encarado o que chamou de grande desafio e sustentou que sua campanha ajudou a fixar na agenda globalideia de que o próximo secretário-geral deveria ser uma mulher latino-americana.

"Apoio decididamente que, após 80 anos de sua criação, a secretaria-geral seja ocupada por uma mulher da América Latina", escreveu.

Quem fica na disputa

Desde a fundação da ONU, a América Latina só ocupou a Secretaria-Geral uma vez, com o peruano Javier Pérez de Cuéllar, entre 1982 e 1991, e nenhuma mulher jamais chegou ao cargo.

Com a saída da chilena, a disputa para suceder António Guterres, cujo segundo mandato termina em 31 de dezembro, fica com sete nomes - quatro mulheres e três homens.

Seguem à frente a costa-riquenha Rebeca Grynspan e a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett, que liderou a votação de sexta e desponta como favorita.

O presidente Lula chega a Nova York neste domingo, 20, para uma passagem curta pela cidade: recebe o prefeito Zohran Mamdani na segunda-feira, 21, e na manhã de terça, 22, abre, mais uma vez, o Debate Geral da Assembleia, antes de deixar os Estados Unidos.

View the original on Exame

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.