ESPNTransfer rumors, news: PSG eye Man City midfielder Cherki amid Premier League chargesESPN DeportesCómo las lesiones impactan las semifinalesThe Jerusalem PostOn this day: US, Britain strike Afghanistan over September 11 attacks, kickstart War on TerrorDaily MaverickROVING REPORTERS: From killing lions to saving them — how Kenya’s Samburu warriors repurposed their skillsBollywood HungamaRanbir Kapoor becomes the new brand ambassador of Mantra GroupRTP DesportoMessi: "Foi um enorme orgulho defender esta camisola nos últimos 20 anos"CBC NewsMinister hold news conference about MAIDBillboardBranding Vet Richard Yaffa Founds A⁵ Media Group to Help Brands & Artists Build Direct Fan RelationshipsThe Hollywood ReporterCreator Maurice Kamara Signs With UTA (Exclusive)HipertextualGoogle abre SynthID Detector para que todos puedan identificar audios, imágenes o vídeos creados con IADeadlineOscars: Saudi Arabia Submits ‘A Matter Of Life & Death’ For Best International Feature Film
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, October 7, 2026

Como essa startup brasileira quer zerar a conta por token e baratear a IA nas empresas

Translate
RESUMO +

A Lua Vision oferece IA para funcionar nos servidores ou na nuvem do cliente, com licença anual e sem cobrança por tokens. Em entrevista à EXAME, os fundadores informam que a implementação e o licenciamento partem de R$ 1 milhão por ano. A startup afirma ter reunido US$ 4,2 milhões para desenvolver a tecnologia, com recursos próprios, de assessores e créditos de computação.

Uma inteligência artificial (IA) que prefira dizer “não sei” a entregar uma resposta errada é a aposta da brasileira Lua Vision para conquistar bancos, hospitais e escritórios de advocacia. Com o Genesys PI, a startup quer atender empresas que precisam de respostas especializadas e controle sobre os dados usados pela tecnologia.

“Nunca quisemos ser a nova OpenAI ou Anthropic. Construímos para a empresa e mercado regulado, com uma obsessão desde o primeiro dia: um modelo que entende os próprios limites”, afirma David Kang, presidente executivo da startup, em entrevista exclusiva à EXAME.

A escolha orienta tanto o desenvolvimento do modelo quanto o público que a companhia pretende alcançar. Em áreas como crédito, saúde e direito, uma informação falsa pode comprometer uma decisão financeira, um atendimento ou a interpretação de um contrato. “Banco, hospital e escritório de advocacia não podem receber resposta errada dita com convicção”, diz Kang.

Segundo o executivo, o Genesys PI foi desenvolvido para avaliar a própria certeza, conferir uma resposta antes de entregá-la e recusar uma conclusão quando não dispõe de informação suficiente. “Ele é calibrado para dizer ‘não sei’”, afirma.

A proposta é reduzir as chamadas alucinações, respostas falsas apresentadas pelos sistemas como verdadeiras. Isso não significa que o modelo esteja livre de erros: reconhecer quando não responder é parte da abordagem descrita pelos fundadores.

O foco corporativo também delimita o que a tecnologia pretende fazer. Paulo Câmara, diretor de tecnologia, afirma que a prioridade foi desenvolver um modelo especializado no contexto brasileiro, com aplicações nas atividades das empresas.

“Ele não foi feito para responder sobre tudo. O Genesys PI foi pensado para o Brasil e para o contexto B2B, não para ser um generalista de conversa”, diz. “Essa escolha também explica a diferença de custo: não pagamos para ensinar o modelo a falar de tudo.”

A estratégia comercial acompanha essa especialização. O modelo foi desenhado para funcionar nos servidores ou na nuvem do próprio cliente, com licença anual e sem cobrança por tokens. Segundo os fundadores, implementação e licenciamento partem de R$ 1 milhão por ano.

Em muitos serviços acessados por APIs, interfaces que conectam aplicações aos modelos, a cobrança considera os tokens — unidades em que os sistemas dividem o conteúdo recebido e produzido. Na proposta da Lua, o preço da licença é desvinculado desse volume, embora a infraestrutura necessária para operar o modelo tenha custos próprios.

“Empresa quer previsibilidade e não quer pagar por resposta errada. Cobramos por licença, capacidade instalada”, afirma Eronides Junior, responsável pela área comercial. “Por rodar na infraestrutura do cliente, não faz sentido a cobrança por tráfego de dados.”

Como o modelo foi desenvolvido

Câmara relaciona a origem da tecnologia à sua pesquisa de doutorado em neurociência e inteligência artificial. Segundo ele, o desenvolvimento do modelo levou 34 meses.

“Como princípios do cérebro humano podem guiar modelos que raciocinam em vez de decorar, e que sabem quando não sabem”, diz o executivo ao descrever a questão que orientou a pesquisa.

A Lua afirma que desenvolveu a arquitetura e a inteligência do sistema do zero, com uso de bases de dados e conceitos disponíveis no mercado. A companhia informa que a tese é pública, mas mantém a arquitetura protegida como propriedade industrial.

O financiamento também veio de fora do caminho tradicional de fundos de capital de risco. Segundo Plínio Ceccon, diretor financeiro, a startup reuniu US$ 4,2 milhões em recursos próprios dos fundadores, de assessores e de créditos de computação de laboratórios para treinamento.

O que chega à empresa que contrata

A implantação é organizada em três etapas: avaliação das necessidades, configuração e adoção do modelo. Segundo Eronides, o prazo tende a partir de 60 dias, mas varia com a complexidade do projeto.

O pacote inclui apoio para configurar a infraestrutura local ou na nuvem, recomendações de segurança, modelo treinado e ferramentas de gestão e governança. A escolha entre IA local e nuvem depende do ambiente e das necessidades do cliente.

A Lua afirma ter desenvolvido sua própria tecnologia de inferência, a etapa em que o modelo processa uma solicitação e produz a resposta. Segundo os executivos, isso permite executar o sistema em equipamentos com chips de fornecedores como AMD e Apple.

“A inferência é desenvolvimento nosso, e o cliente não fica refém de um único fornecedor de chip”, diz a empresa.

A ausência de cobrança por tokens não elimina os custos de operação. A política de contratação estabelece que servidores, capacidade computacional, armazenamento e outros recursos de infraestrutura ficam com o cliente, salvo previsão contratual diferente.

Para a Lua, levar o modelo às empresas exige combinar a tecnologia com um custo que permita ampliar seu uso. “Nossa missão é ter uma IA em cada empresa e, para isto, o custo também precisa fazer sentido e não deve escalar com a adoção de nosso C-LLM”, afirma Eronides Junior.

A ambição comercial depende de uma proposta que Kang resume pelo comportamento esperado do modelo diante de uma dúvida. “Mede a própria certeza, confere a resposta antes de entregar e, em domínio crítico, recusa em vez de arriscar.”

Perguntas frequentes

O que a Lua Vision oferece?

Modelos de inteligência artificial para empresas, com implantação nos servidores ou na nuvem do cliente e ferramentas de gestão e governança.

Quanto custa contratar?

Segundo a companhia, implementação e licenciamento partem de R$ 1 milhão por ano. A infraestrutura necessária à operação tem custos próprios.

A Lua cobra por tokens?

Não. A proposta comercial é de licença anual vinculada à capacidade instalada, sem cobrança por tokens.

Quanto tempo leva a implantação?

Segundo a empresa, o prazo tende a partir de 60 dias e depende da complexidade do projeto.

Para quem o Genesys PI foi desenvolvido?

Segundo os fundadores, o modelo foi pensado para empresas brasileiras e setores regulados, com foco em aplicações especializadas.

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.

Como essa startup brasileira quer zerar a conta por token e baratear a IA nas empresas — KioskNews