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Friday, November 6, 2026

Comunidade ABP-W celebra 10 anos com vozes do Brasil e do mundo e uma pergunta: o que é sucesso?

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A comunidade do ABP-W, programa da Saint Paul que prepara executivas para conselhos de administração, celebrou dez anos com um encontro de 14 horas em 30 de outubro, na sede da escola, na Rua da Consolação, em São Paulo. Ex-alunas e convidadas passaram o dia em conversas sobre liderança, economia, identidade e felicidade, com nomes do BTG Pactual, da Embrapa e da Melbourne Business School.

O ponto mais inusitado da programação veio à tarde, com uma pergunta pouco comum em uma escola de negócios: e se a felicidade fosse o maior indicador de sucesso? A sessão teve participação em vídeo do primeiro-ministro do Butão, Tshering Tobgay.

Uma década de comunidade

O encontro foi aberto às 8h30 por José Securato, fundador e CEO da Saint Paul, e por Christiane Aché, diretora do ABP-W. Os dois também conduziram o encerramento, no fim da tarde.

A proposta era olhar para os dez anos do programa e para os próximos capítulos da rede de mulheres formada por ele. Entre as sessões, a programação reservou espaço para reencontros e trocas entre turmas de diferentes anos.

Um dos momentos da manhã foi dedicado às próprias alunas. No bloco "Mulheres que transformam negócios", participantes do programa contaram como mudaram empresas e trajetórias.

O Brasil de 2027 em debate

O primeiro painel tratou do ambiente político e econômico do país para 2027. Securato mediou a conversa com a cientista política Lorena Laudares e a sócia Stefanie Birman, ambas do BTG Pactual.

"Faz muito tempo que eu não via o Brasil num cenário político-econômico tão complexo", diz Securato, que acompanha a economia há 25 anos. As convidadas discutiram governabilidade, trajetória da dívida pública e cenários para juros e câmbio, temas que pesam nas decisões de qualquer conselho.

Laudares abriu sua fala com uma observação sobre a plateia. No mercado financeiro, disse, raramente participa de eventos com tantas mulheres. Birman resumiu o próximo ano em quatro palavras: "um ano de ajuste".

Identidade, ciência e o agro brasileiro

Antes do almoço, a sessão "A potência de ser quem somos" reuniu duas mulheres que trabalham com inovação no agronegócio. A conversa tratou de trajetória, identidade e do valor de ocupar espaços sendo inteira.

Christiane Abreu é pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo. Desde 2004, estuda microrganismos do solo e desenvolve biofertilizantes para uma agricultura mais sustentável.

Sibelle A. é engenheira química e advogada, com mais de 16 anos de atuação em inovação e propriedade intelectual. Assessora especial do ministro da Agricultura, integra o Stewardship Board on Food Systems do Fórum Econômico Mundial e faz parte da comunidade ABP-W.

E se a felicidade fosse o maior indicador de sucesso?

A tarde começou com Cadu Cassau, professor, pesquisador e fundador da Escola do Fluxo. Na sessão "Sentir, pensar, transformar", ele propôs um exercício de pausa, com técnicas de respiração ativa, filosofia oriental e psicossomática.

Em seguida, Pedro Lins, CEO da FIX-CS, levou ao palco a experiência do Butão. O país mede seu desenvolvimento pela Felicidade Interna Bruta, que coloca bem-estar, cultura, meio ambiente e boa governança no centro das decisões.

Lins trabalha com o primeiro-ministro Tshering Tobgay no programa GNH for ESG, que conecta a lógica da felicidade à estratégia empresarial. O premiê participou da sessão com uma mensagem em vídeo.

Do passado ao futuro do poder feminino

As duas últimas conversas olharam para extremos opostos do tempo. José Ernesto Bologna, especialista em desenvolvimento humano e organizacional, com foco em governança e sucessão, percorreu a história em "O poder feminino através dos séculos: conquistas, rupturas e reinvenções". Bologna integra e preside conselhos de grandes empresas.

Alice Sidhu fechou a programação com "Women Who Change the Future". Conselheira independente e professora da Melbourne Business School, ela liderou a implementação comercial do sistema nacional de alertas de emergência da Austrália. Hoje conduz programas de transformação digital na Ásia-Pacífico.

Depois do encerramento, a comunidade seguiu para um coquetel com banda. A pergunta da tarde, sobre o que conta como sucesso, ficou como ponto de partida para a próxima década do programa.

Há dez anos, o ABP-W prepara executivas para os conselhos de administração e forma uma comunidade que segue unida depois das aulas. Conheça o ABP-W, da Saint Paul.

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