The Jerusalem PostJapan lowers travel advisory level for Israel after dialogue between Sa'ar, Japanese counterpartPunchPolice arrest eight suspected cultists in Delta raid, recover gunCNN TürkMüşteri bilgisini paylaşan şirkete cezaESPN DeportesManchester United golea y arruina el debut del Sabah en la Championsוואלהצה"ל השמיד את התשתיות התת-קרקעיות במרחב רכס עלי טאהרRTP DesportoSporting começa Champions de andebol a vencer em casa dinamarqueses do GOGESPNSources: Patriots WR Brown believed to have high ankle sprain한겨레14년간 환자들의 ‘외침’을 무대에…법과 제도를 바꾸다 [.txt]Daily MaverickSOCIAL (IN)SECURITY OP-ED: Flawed Sassa grant algorithms deepen inequality and violate constitutional rightsScreen RantJujutsu Kaisen Returns In Huge New Crossover With Hit Video Game IP경향신문지켜주는 ‘눈’이 있어…‘로컬 브랜드’ 백년가게로 이어진다The StandardFoul play? Death of witness in Albert Ojwang murder case casts shadow over trial
The Daily Newsstand · Free, Always
Thursday, September 10, 2026

Indústria argentina sofre com abertura comercial de Milei

Translate

Na sombra de um enorme galpão na Argentina, máquinas paradas ao lado de caixas de mercadorias não vendidas representam o colapso da indústria manufatureira durante o governo do presidente Javier Milei.

Há apenas três anos, a Kioshi empregava quase 120 pessoas e produzia 40 mil pares de tênis e chinelos por mês no sul de Buenos Aires.

Hoje, são apenas 14 trabalhadores, que produzem um quarto desse volume, enquanto a decisão de Milei de abrir a Argentina à concorrência global deixou a indústria local em situação difícil.

"O mercado interno está morto. Há pessoas que se endividam para comprar comida, então imagine tentar comprar sapatos", afirmou Emmanuel Fernandez, diretor da Kioshi.

Em 2024, Milei começou a desmontar as políticas protecionistas introduzidas pela esquerda com o objetivo de reduzir os preços.

A eliminação de cotas de importação, impostos e outras restrições comerciais provocou uma "avalanche" de produtos importados que atingiu a Kioshi como um golpe, disse Fernandez.

"Somos pessoas da indústria, é nossa paixão. Então, quando você vê apenas 10% das máquinas em operação, isso dói", acrescentou.

Em junho, cerca de 40% da capacidade industrial da Argentina estava ociosa.

A produção manufatureira caiu 5% entre junho e julho, a maior queda em 16 meses.

A influente União Industrial Argentina voltou a exigir medidas do governo diante da perda de cerca de 90 mil empregos industriais e do fechamento de quase 30 mil empresas nos últimos três anos.

'DESTRUIÇÃO CRIATIVA'

A inflação, uma das principais questões quando Milei chegou ao poder e que caiu drasticamente desde que ele reduziu os gastos públicos, foi substituída pelo desemprego como a maior preocupação dos argentinos, segundo pesquisas recentes.

O governo minimizou as perdas de empregos e a queda da produção, classificando-as como dificuldades passageiras no caminho para um futuro mais próspero, como Milei tem defendido.

"As empresas desaparecem da mesma forma que aparecem. É um fenômeno natural", disse ele, de maneira despreocupada.

O presidente, que se autodenomina "anarcocapitalista", recorre à teoria da "destruição criativa" do economista austro-americano Joseph Schumpeter para descrever como indústrias antigas inevitavelmente desaparecem diante da inovação.

Mas, enquanto esperam pelo surgimento de novas empresas e empregos, "o que vemos são pessoas perdendo seus empregos e indo trabalhar para aplicativos de entrega", disse Fernandez.

A maioria das empresas que estão fechando é de pequeno porte, como uma subsidiária do grupo químico suíço Clariant, localizada a cerca de 90 KM (quilômetros) de Buenos Aires, que encerrou as atividades no ano passado após meio século de operação.

Agora, ervas daninhas crescem pelas rachaduras do estacionamento vazio.

Apenas dois dos 42 funcionários encontraram trabalho no setor formal, segundo Miguel Marquez, técnico de laboratório de 62 anos que trabalhou na empresa por 20 anos.

Ele e os demais funcionários passaram a tentar ganhar a vida fazendo "qualquer tipo de trabalho, como motorista de Uber", disse, diante dos portões da fábrica.

CAMPO DE DISPUTA DESIGUAL

O ministro da Economia, Luis Caputo, afirma que sua função é "defender os interesses dos 48 milhões de argentinos, e não os de determinados empresários".

"Fazer os argentinos pagarem por produtos de qualidade inferior duas, quatro, dez vezes mais caros me parece imoral e injusto", disse ele, em defesa da abertura da indústria nacional à concorrência estrangeira.

Os industriais afirmam que a disputa é desigual.

Eles argumentam que um peso argentino artificialmente valorizado, que torna os produtos locais menos competitivos, combinado com juros e impostos elevados, impossibilita a concorrência com importados baratos.

A perda de empregos e a queda do poder de compra também agravaram os problemas da indústria ao reduzir o consumo.

A Martin Blunt, uma pequena empresa que fabrica cordas para instrumentos musicais nos subúrbios ao norte de Buenos Aires, teve de adotar uma jornada de quatro dias por semana diante da queda da demanda.

A segurança no emprego é uma fonte de "enorme ansiedade" entre os trabalhadores, afirmou Gloria Aparicio, codiretora da empresa.

"Toda vez que fazemos um anúncio para os funcionários, eles entram em pânico."

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.