Agregador Inteligov/EXAME: Zucco tem 32,29% e Brizola, 29,23%, no 1º turno no Rio Grande do Sul
O deputado federal Luciano Zucco (PL) segue na liderança da disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, segundo a nova rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME.
No primeiro turno, ele aparece com 32,29% das intenções de voto, uma alta expressiva de 3,98 pp em relação à rodada anterior, de 2 de setembro, quando marcava 28,31%.
Juliana Brizola (PDT) também cresceu na mesma proporção, mas não o suficiente para reduzir a distância. Ela soma agora 29,23%, um avanço de 3,73 pontos percentuais frente aos 25,50% da rodada anterior.
Com isso, a diferença entre os dois primeiros colocados, que era de 2,81 pontos percentuais (pp), subiu para 3,06 pp.
Entre os demais candidatos, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) também teve alta relevante, chegando a 11,97%, um crescimento de 2,08 pp. Marcelo Maranata (PSDB) recuou levemente, para 2,78%, queda de 0,12 pp. Priscila Voigt (UP) caiu para 0,53%, uma perda de 0,18 pp. Rejane de Oliveira (PSTU) tem agora 0,40%, queda de 0,13 pp, e Cesar Pontes (PCO) manteve-se estável, com 0,36%.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
Tendência
De acordo com o medidor de tendência do agregador, Juliana Brizola tem a maior alta entre os candidatos, de 1,20 pp. Luciano Zucco também cresce, com 0,95 pp, seguido por Gabriel Souza, que avança 0,76 pp.
Do lado das quedas, Cesar Pontes tem a maior retração, de 0,50 pp, seguido por Rejane de Oliveira, com recuo de 0,21 pp. Priscila Voigt e Marcelo Maranata fecham a lista com quedas discretas, de 0,05 pp e 0,04 pp, respectivamente.
Como funciona o agregador?
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, por exemplo, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.
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