'Vimos o nível da lama, quase 90%. Lá, nossa esperança acabou”, diz resgatista no Nepal

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Chegou a 1.066 o número de mortos pela avalanche no Nepal e no Tibete. As equipes ainda tentam encontrar sobreviventes dentro de usinas hidrelétricas soterradas pela enxurrada.

Passa de mil o nº de mortos pela avalanche no Nepal e no Tibete
Subiu para 1.066 o número de mortos pela avalanche no Nepal e no Tibete.
Por terra, água e ar. Os trabalhos no Himalaia avançam do jeito que dá. No escuro, o drone foi aonde os socorristas não conseguem chegar. As imagens são de um túnel de uma das mais de dez usinas hidrelétricas atingidas. Mas o equipamento não encontrou qualquer sinal de vida.
“Vimos o nível da lama, quase 90%. Lá, nossa esperança acabou”, disse o operador de drone.
Acredita-se que mais de 600 trabalhadores ainda estejam presos nas hidrelétricas. Socorristas especializados da Índia e da China ajudam nas buscas.
'Vimos o nível da lama, quase 90%. Lá, nossa esperança acabou”, diz resgatista no Nepal — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Um estudo divulgado por um grupo internacional de cientistas mostrou que, se a região tivesse um sistema de alerta adequado, muitas vidas poderiam ter sido salvas. Os pesquisadores também apontaram indícios de rachaduras em imagens de satélite da geleira e da encosta rochosa dias antes da avalanche.
Quase uma semana depois, as Nações Unidas destacam que o perigo ainda é enorme. Há riscos de novos deslizamentos e enchentes - e também de doenças. Faltam água, comida, atendimento médico. Direto do Nepal, em entrevista a jornalistas na ONU, o responsável pelas operações da Cruz Vermelha contou que um deslocamento que antes levava dez minutos agora pode levar nove horas.
O medo de mais inundação não impediu que centenas de pessoas caminhassem quilômetros para homenagear vítimas desconhecidas de uma tragédia comum.
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