Renan Lodi abre o coração no Atlético-MG e conta como terapia o ajudou em "período pesado"

— Foi um momento de maior ansiedade. Nos primeiros meses, eu estava vivendo de férias. Estava treinando no Athletico-PR. Quando bateu o terceiro mês, bateu a ansiedade. A terapia deu uma ajuda, mas você fica triste. Foi um período pesado.
Como faz para ter paciência? Respira fundo e vai!
O lateral acertou a rescisão em setembro do ano passado depois de não ser inscrito para jogar o campeonato nacional. Lodi deixou uma carta, assinada por seus representantes legais, notificando o Al-Hilal sobre o encerramento do seu contrato. O clube saudita afirmou, na época, que iria tomar “todas as medidas legais necessárias” para proteger seus direitos.
Nesse período, ficou treinando em Curitiba, no CT do Athletico-PR. Foi quando o Atlético procurou o jogador e foi até a capital paranaense para acertar a contratação, em dezembro de 2025.
— Quando o Galo foi lá em Curitiba, na minha casa, falar que me queria, não tinha como negar. Quando mais precisei, eles foram lá. Tinha oportunidade de ir para outros lugares: França, Espanha, Inglaterra, Brasil. Mas me reuni com minha esposa, e ela quis ficar no Brasil. Dei o OK para o Atlético - contou o jogador ao ge.
Atlético-MG apresenta Renan Lodi — Foto: Laura Rezende
Os anos fora do Brasil
Renan Lodi chegou ao Al-Hilal em janeiro de 2024, com um contrato de três anos e meio. Em 2026, o lateral de 27 anos ficou fora dos planos do técnico Simone Inzaghi.
Antes, passou por três times no futebol europeu: Atlético de Madrid (Espanha), Nottingham Forest (Inglaterra) e Marseille (França).
— Foram quatro, cinco clubes, com treinadores diferentes. Você pega um pouco de cada cultura. O Simeone era de um jeito, peguei bastante a parte defensiva com ele; o Gattuso, de outro. Em cada canto, fui aprendendo. Hoje, consigo ajudar várias pessoas no clube. O Pascini, por exemplo, é um cara com quem falo quase todos os dias.

Renan Lodi celebra boa fase no Atlético-MG e explica comemoração
Lodi não demorou a tomar conta do lado esquerdo e ser peça fundamental no time de Eduardo Domínguez. Gol no clássico, provocação e a cada dia mais identificado com o torcedor atleticano. Até aqui, disputou 45 jogos, marcou cinco gols e anotou quatro assistências.
— Estou me sentindo em casa. Sou adaptado a tudo. Moro a dez minutos da Cidade do Galo. Na rua, vejo o carinho das pessoas comigo. Não tem como não ficar adaptado. Estou construindo minha história pouco a pouco aqui. Quem sabe, um dia, me tornar ídolo aqui - completou.
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