Mais de 32 mil empresas deixaram de operar na Argentina sob governo Milei

- A Argentina registrou 32.290 empregadores a menos desde o fim de 2023;
- Apenas entre junho e julho deste ano, foram 948 registros a menos;
- O país acumula 18 meses consecutivos de queda no número de empregadores;
- O total de julho é o menor desde 2007, segundo a série histórica.
A redução, porém, não significa necessariamente que todas essas empresas tenham encerrado definitivamente suas atividades. A SRT contabiliza empregadores com ao menos um trabalhador registrado no sistema de riscos do trabalho. Mudanças societárias, alterações no quadro de funcionários e reorganizações também podem afetar os números.
Mercado de trabalho também encolhe
A diminuição no número de empregadores ocorre em paralelo à redução dos postos de trabalho formais na Argentina. Dados do Sistema Integrado Previdenciário Argentino (SIPA) indicam que o setor privado perdeu cerca de 121 mil empregos formais em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025.
O total de trabalhadores registrados no setor chegou a 6,096 milhões, ante 6,216 milhões um ano antes. A retração ocorre em meio às dificuldades enfrentadas por empresas argentinas, que incluem custos operacionais elevados, crédito caro, carga tributária e redução dos investimentos em obras públicas. A valorização cambial também aumenta os custos em dólares para parte do setor produtivo.
Os indicadores de atividade econômica também apontam dificuldades a serem superadas pela administração de Milei. O Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec), registrou queda de 2,9% em julho na comparação com junho, considerando os dados com ajuste sazonal.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.