Benfica x Alverca. “Tomás Araújo foi o único que arriscou”

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Décima jornada do campeonato, o Benfica recebeu e venceu por uma bola a zero, a margem mínima, a equipe do Alverca. Um Benfica com muitas dificuldades em apresentar a habitual criatividade desta época, pelo menos a criatividade que Marco Silva nos tem habituado. O que é certo é que há também algum mérito da equipe do Alverca, que conseguiu apresentar uma consistência defensiva capaz de colocar muitos problemas à equipe do Benfica. João Pinto, resta saber, na tua opinião, nesta equipe do Benfica, quem foi o bom de bola num jogo em que o Benfica não marcou os gols a que nos habitua, mas também não sofreu, que é uma coisa que não tem sido muito comum.
Sim, e podia passar por aí, podia passar por Samuel Soares, que realmente mantém a baliza inviolável. Mas eu gostei muito da exibição dos dois centrais, mas vou destacar o Tomás Araújo. Acho que esteve sempre muito bem, não só a defender, mas depois aquilo que eu acho que o diferenciou foi essa capacidade de arriscar, de ser ele a fazer os passes de um lado para o outro do campo, quando os médios se esconderam, só faziam passes para o lado e para trás, e quando os criativos estavam parados, à espera que a bola lá chegasse.
E na tua opinião, em sentido contrário, quem é que foi um a menos nesta equipe do Benfica? Quem é que foi o pior jogador, se puder assim ser considerado, e por quê?
Sjeldrup, e talvez por isso tenha sido ao intervalo. Um jogador que realmente não se mostrou muito dinâmico, muito capaz de desequilibrar o lateral que estava à sua frente, que lhe foi ganhando uma, duas, três vezes, e depois também nunca conseguiu, embora tenha tido uma missão defensiva também de tapar o Chiquinho, isso percebe-se, que defensivamente era importante que o Chiquinho não tivesse espaço. Percebe-se a opção do Marco Silva para uma primeira parte pouco conseguida.
E o ouro do bandido, quem é que foi o melhor jogador da equipe adversária, da equipe do Alverca? Quem é que, se pudesses já em janeiro, sorrir-lhes-ias e ia lá arriba a testa?
Gostei especialmente de um. O Gui. Realmente, o Gui faz um belíssimo jogo, David Gui, 20 anitos. Já é a segunda ou terceira época no Alverca, é um jogador com a segunda temporada no Alverca. Diz-me aqui o meu assistente Miguel com os dedos. Mas sim, é um belíssimo jogador, um belíssimo número seis, muito posicional, mas que sabe ocupar aquela zona, sabe roubar o espaço e fechar no meio dos centrais. Portanto, seria ele o meu escolhido.
E querido mister, o que é que gostarias de dizer ao teu querido mister Marco Silva? Acredito que hoje até mereceu uma dura, não sei.
Não.
Ainda não.
O Benfica ganha e continua na luta. Agora, aquilo que talvez seja o peso de muitos jogos em pouco tempo, talvez seja alguma mestria do treinador do Alverca saber tapar as saídas do futebol do Benfica. Mas a verdade é que o Benfica faz, especialmente a partir do momento em que marca o gol até o final do jogo, um jogo muito pouco conseguido, do pior que vimos com Marco Silva. Por isso, Marco, ouve, aprende, lê o jogo e isto é para repetir poucas vezes.
E relativamente às substituições do treinador, achas que chegaram tarde, deviam ter sido feitas mais atempadamente na segunda parte? O que é certo é que, de alguma forma, o jogo também é desbloqueado, como aqui falámos, por Echeverri, que é considerado o homem do jogo.
E com a passagem de Pedro para a esquerda.
É verdade. Alterações de intervalo do Marco Silva.
Sim, mas o Rafa não resulta, depois as outras vêm já muito tarde e aquele meio-campo dá a ideia que Palhinha e Ósgos é um meio-campo que o Benfica quer consolidar, que Marco Silva quer consolidar, mas não me parece que haja aquela química que, por exemplo, havia entre Palhinha e Leandro Barreiro. O Leandro Barreiro, aí sim, é sentido aqui esta facilidade com que ele junta o meio-campo ao ataque, é algo que Ósgos não dá com tanta capacidade.
E para fecharmos este relatório, à boa moda do povo português, o teu prognóstico de final de jogo, sendo também que o Benfica vai já jogar na quinta-feira, em casa outra vez, a contar para a Liga Europa.
É isso, em modo Frozen, já passou. Ficam os três pontos. O Benfica continua na luta pelo campeonato, continua a correr atrás do topo do Porto, que esse sim não desarma, e o que importa é que o Benfica vá ganhando os seus jogos. A seguir, temos este Lech Poznan, três dias antes de um jogo fora, na Amadora, que também é sempre complicado.
João Pinto, está feita a entrega do teu relatório de jogo deste Benfica 1, Alverca 0. Um grande abraço e até breve.
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