Técnico interino do Corinthians defende Memphis e espera que torcida "carregue" time

Com a oitava derrota seguida no Brasileirão, o Corinthians seguiu no 16º lugar, agora empatado com 32 pontos com o Internacional, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.

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– Claro que quando tem uma derrota como a de hoje dá a sensação de que talvez o astral não seja o suficiente para ganhar um jogo como o de hoje. O que eu vi nesses dias é que são empenhados, motivados e um grupo que sabe a grandeza do Corinthians. Um grupo que ganhou aqui, tem muita maturidade e experiência – comentou William Batista.
Questionado sobre a má fase do atacante Memphis Depay, o interino tentou proteger o holandês:
– Aquilo que o Memphis tem se dedicado é de um jogador que quer o melhor do clube. Óbvio que quando os resultados não vêm, aquele que é o maior jogador do clube no momento é sempre o mais visado. Acaba que por isso todo mundo acaba olhando pro Memphis.
– É um cara que se dedica e trabalha no dia a dia, sabe o tamanho do clube e o que ele precisa fazer para o clube. Assim como em outra hora o torcedor carregou o clube, nessas oito rodadas finais eles vão ser isso novamente. Vão ajudar o time e carregar os jogadores. Isso vai ajudar o Memphis e os outros jogadores a conseguir colocar o Corinthians numa condição boa – opinou.
William Batista foi o técnico interino do Corinthians no Dérbi — Foto: Marcos Ribolli
William Batista também comentou a escolha por Clarence Seedorf para comandar o Corinthians:
– Ele deve chegar no clube nessa semana, vai ser importante para o Corinthians. É um treinador conhecido mundialmente, tem o tamanho necessário para o clube neste momento. Acredito que foi uma baita contratação. É líder, tem histórico internacional.. Tudo que o Seedorf pode oferecer ao Corinthians é de acordo com o tamanho do clube.
O Timão volta a campo na próxima segunda-feira, dia 19, contra o Vitória, na Neo Química Arena.

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Confira abaixo outros trechos da entrevista coletiva de William Batista:
Preparação para o Dérbi
– Conversei com o Diniz por mensagem, o admiro muito. Os dois dias foram pautados no que fazer hoje, a gente sabe que o adversário tem boas transições ofensivas. Aquilo que a gente poderia fazer na defesa não conseguimos fazer. Em relação aos dois dias, foi o que deu para desenvolver sobre o que era o jogo. Mas não foi como a gente planejou, como a gente gostaria.
– Não houve contato. Foi pós-almoço, a gente estava focado e pensando na partida. Eu trabalho para o clube, aquilo que eu puder ajudar o Seedorf em informação e toda a equipe... A equipe é muito competente. Tudo aquio que for de informação ele vai receber, assim como os jogadores da base. Se precisar vai ter todas as informações, sou funcionário do clube.
O que mudar taticamente?
– Não posso te responder essa pergunta, o se não existe. É um grupo trabalhador e motivado. Percebi aspectos positivos.
Faltou competir?
– O que é competir? É ganhar duelo? A gente tomou três gols de transição ofensiva deles. Às vezes a gente olha para um fenômeno, mas o que explica mais a derrota não tem ligação com o coletivo, é mais estratégia. O Palmeiras é um time que transita bem quando recupera a bola. Se tivéssemos controlados um pouco mais a transição poderíamos ter mais sucesso na partida.
Conversa com líderes do elenco
– É uma conversa entre treinador e jogadores. Aquilo que eu gostaria que eles fizessem. São boas pessoas, querem o bem do clube, já venceram no clube. Claro que não tem acontecido agora como se espera. A partir do momento que ganhar o primeiro jogo vai dar uma oxigenada no elenco e o Corinthians vai voltar ao caminho das vitórias.
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