Flávio vê grupo de Moraes acuado e Lula em dívida com STF

Por isso, segundo a campanha de Flávio, a "tropa de choque" do petista na corte entrou em campo para proteger Moraes e evitar com que ele fosse investigado por sua relação com Daniel Vorcaro. O grupo do ministro conta com Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin — os dois últimos têm relação de longa data com o presidente e foram indicados por ele ao STF.
Na avaliação do bolsonarismo, a relação entre o governo e esta ala do STF ficou explícita na sessão de ontem. Dino, Gilmar e Zanin, além do próprio Moraes, fizeram frente ao ministro André Mendonça, que pediu a investigação contra o colega, e ao presidente da corte, Edson Fachin, que pautou o julgamento.
Mas o resultado ante a opinião pública é ruim para eles, avalia a campanha de Flávio Bolsonaro, que vê a ala de Moraes isolada no tribunal: eles são quatro (menos da metade da composição da corte, que está com dez magistrados) e apenas oito participaram da votação cujo fim precisou ser adiado por pedido de vista porque eles não teriam votos suficientes para barrar a abertura da investigação.
E o desgaste na sessão foi tamanho que as pontes serão refeitas.
Ontem pela manhã uma série de vazamentos sobre as relações de Daniel Vorcaro com parentes dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques —aliados de Mendonça— ganhou espaço no noticiário. Ao longo do dia, a sessão foi repleta de ofensas entre os grupos.
Agora, os aliados de Flávio Bolsonaro dizem que ficou claro para a população que o Supremo teve a oportunidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, mas não o fez.
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