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Tuesday, November 3, 2026

EUA realizam ataques contra ilha de Qeshm, no Irã, dizem autoridades

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As Forças Armadas dos EUA realizaram ataques limitados na ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira (2), informaram três autoridades americanas à CNN, descrevendo a ação como de natureza defensiva e destinada a proteger ativos dos EUA na região.

Uma autoridade afirmou que o ataque americano ocorreu em resposta a disparos feitos pelo Irã contra uma aeronave dos EUA.

A ação não parece ser o tipo de operação de combate de grande escala que as autoridades vinham cogitando; o jornal americano The Wall Street Journal, que revelou a operação em primeira mão, relatou que outros ataques semelhantes já haviam sido realizados anteriormente em sigilo.

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“Foi uma medida defensiva, já que os iranianos utilizaram mísseis terra-ar contra ativos dos EUA”, disse outra autoridade americana.

No entanto, a nova ação — às vésperas do dia da eleição de Meio de Mandato dos EUA — serve como um lembrete de que a situação com o Irã permanece sem solução, e que a possibilidade de um conflito armado continua sobre a mesa.

Uma fonte a par do assunto afirmou que o governo manteve o ataque em sigilo, de forma deliberada, para evitar dar uma dimensão excessiva a essa medida defensiva. A fonte acrescentou que os ataques visavam proteger ativos dos EUA.

O episódio ocorre em um momento em que o presidente Donald Trump sugeriu, nesta segunda-feira, que a diplomacia com Teerã ainda está em curso, escrevendo nas redes sociais que um acordo “poderia acontecer”.

Em uma aparição transmitida pela Fox News na noite de segunda-feira, Trump não comentou especificamente os relatos sobre novos ataques no Irã, mas defendeu, de modo geral, sua decisão de iniciar um confronto — referindo-se a ele como uma “guerra” — e sugeriu que não houve combates recentes.

“Não estamos travando uma guerra. Todos dizem: ‘vocês estão em guerra!’. Bem, quando foi a última vez que disparamos algo? Isso não é uma guerra — é uma guerra muito branda... Mas não é como uma guerra em curso. Não há um conflito violento acontecendo. Isso poderia ocorrer caso eles não fechem um acordo, mas eles querem muito chegar a um acordo, e há uma chance muito boa de que consigamos firmar um”, disse Trump.

O vice-presidente JD Vance adotou um tom semelhante na segunda-feira, declarando a repórteres que os EUA e o Irã “fizeram algum progresso” em direção a uma saída para o conflito.

“Os iranianos são sempre um pouco imprevisíveis e, como o presidente sempre diz, ele mantém opções cinéticas e não cinéticas à disposição. Mas, certamente, fizemos algum progresso. Veremos se conseguimos avançar ainda mais”, afirmou o vice-presidente americano, acrescentando que acabara de conversar com o presidente sobre a guerra e que ambos estavam “bastante otimistas” quanto a um possível acordo.

A ilha de Qeshm, situada a cerca de 22,5 quilômetros da cidade portuária iraniana de Bandar Abbas, é fundamental para que o Irã exerça controle sobre o tráfego no vital Estreito de Ormuz — por onde, antes da guerra, passavam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia.

Os EUA já haviam realizado operações contra a ilha em um momento anterior do conflito.

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