PF diz que Willer Tomaz pagou para tirar do ar links que o ligavam a Flávio

Mensagens de outubro de 2025 atribuídas a um representante da empresa "Seu Nome Novo de Novo" detalham valores por link. Um interlocutor não identificado diz a Tomaz que o preço por remoção é de R$ 1.000, mas como houve anteriormente uma cobrança de R$ 3 mil por um link que voltou a aparecer, haveria desconto. "Com isso, o valor final fica em R$ 9.000, representando uma vantagem para você, já que além de um valor por link bem mais acessível, estamos reaproveitando um serviço que anteriormente tinha um custo mais elevado".

O que diz Willer Tomaz
Procurado, Tomaz disse que a iniciativa foi judicial e direcionada ao Google, e não a sites de notícia. "A medida adotada por Willer Tomaz foi uma ação judicial contra o Google para desindexar conteúdos antigos e desatualizados, um direito de qualquer cidadão, exercido às claras e perante o Judiciário", afirmou, em nota enviada a O Globo.
O advogado também negou que tenha tentado se afastar do senador em meio à investigação. "Willer Tomaz jamais buscou desvincular sua imagem da de Flávio Bolsonaro, de quem é amigo. Que um relatório da PF se ocupe disso, sem qualquer relação com o objeto da investigação, só confirma que se trata de uma pescaria probatória com fins eleitorais", diz o texto.
Tomaz disse ainda que vai reagir a publicações que, na visão dele, distorçam sua posição. "Qualquer publicação que omita, distorça ou sugira algo diferente do que consta desta nota e das anteriores será objeto das medidas judiciais cabíveis contra o veículo e os responsáveis. Não haverá novas manifestações."
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