Campanha de Lula mira Cury e governadores de PSD e MDB no segundo turnos
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como objetivos prioritários para um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) obter o apoio de Augusto Cury (Avante) e de parcelas expressivas de PSD e MDB.
Aliados do presidente avaliam que precisam agir rapidamente para responder às declarações de voto que Flávio provavelmente receberá em menos de 24 horas de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
Para se contrapor a isso, Lula articula uma reunião com congressistas e governadores aliados na segunda (5) ou terça-feira (6).
Emissários do presidente já têm procurado Cury, que no passado chegou a ser uma espécie de conselheiro de Marina Silva. Petistas em Minas Gerais têm boa relação com o ex-deputado Júlio Delgado, vice do escritor.
No caso do PSD, os alvos principais são os governadores Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE). Alguns lulistas acham ser viável obter apoio, ou ao menos garantir a neutralidade, de Ratinho Jr. (PR) e do presidente da legenda e vice de Caiado, Gilberto Kassab.
Já com relação ao MDB, são citados como possíveis apoiadores no segundo turno os governadores Ricardo Ferraço (ES) e Daniel Vilela (GO), ambos enfrentando adversários bolsonaristas.
Tudo vai depender, na visão de um integrante da campanha presidencial, do resultado do primeiro turno. Quanto mais perto Lula chegar dos 50%, mais fácil ficará a costura com lideranças partidárias "pragmáticas".
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