Taranto2026. Após o gelo, Jéssica Rodrigues quer deixar marca na patinagem de maratona
“[Só de] pensar que a minha modalidade ia participar pela primeira vez e que quiseram que a modalidade participasse, fiquei mesmo muito feliz. Ao estar a participar aqui com o meu país, ainda fico mais orgulhosa de mim”, admitiu a jovem de 19 anos, em entrevista à agência Lusa.
Para Jéssica Rodrigues, a experiência nestes Jogos do Mediterrâneo está a ser “uma coisa do outro mundo, literalmente”.
“O barco é enorme, nunca estive numa ‘cena’ igual, está a ser mesmo fixe”, acrescentou, referindo-se à ‘Vila dos Atletas’, instalada num navio cruzeiro ancorado no porto da cidade do Sul de Itália.
Um ano e meio depois de fazer história, ao tornar-se na primeira portuguesa a alcançar um título mundial nos desportos de inverno – sagrou-se campeã júnior de patinagem de velocidade no gelo, na disciplina de mass start -, a madeirense quer agora afirmar-se na sua modalidade de sempre nas ruas da quente Taranto.
“Tive uma lesão antes de vir para cá, que me deixou parada por algum tempo, mas, obviamente, o meu objetivo é ganhar e vou dar sempre o meu máximo enquanto estiver em prova”, assumiu.
No início de junho, a patinadora lusa sofreu um grave acidente no Campeonato Nacional Individual de Absolutos de Patinagem de Velocidade, nos Prazeres, Madeira, e teve de ser operada ao cotovelo esquerdo.
“O principal para mim, nestes Jogos, é talvez reencontrar-me. Vai ser a minha segunda prova após a lesão”, salientou.
Jéssica Rodrigues compete na sexta-feira, a partir das 16:00 locais (menos uma hora em Lisboa) juntamente com a compatriota Francisca Henriques, com a prova masculina, na qual vão participar Afonso Silva e Miguel Bravo, agendada para duas horas depois.
“Adorava mesmo deixar a minha marca cá. Obviamente, vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance. Se correr bem, correu bem. Se não correr bem, é uma aprendizagem para a próxima vez”, afirmou.
A jovem portuguesa reconhece que o título mundial “até pode ter mudado” alguma coisa na sua vida, nomeadamente acreditar que “as coisas podem ser possíveis”, mas defende que tem de manter “os pés bem assentes no chão e continuar a trabalhar para conseguir” os seus grandes objetivos.
“Nas rodas, o patamar que temos mais alto é o Mundial. Quero ser campeã do Mundo seniores. E, no gelo, é ser campeã olímpica alguma vez”, apontou, nas declarações à Lusa.
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