Melhor café de teatro de SP, Capô promove o blend de memória, cozinha e espetáculos
São Paulo Localizado no subsolo do Instituto Capobianco, no Centro Histórico de São Paulo, o Café Capô tem a proposta de ir além do funcionamento de espaço de espera antes dos espetáculos apresentados na casa.
O Capô, escolhido este ano como o melhor café de teatro de São Paulo pelo júri da Folha, tem atrações próprias e gratuitas na programação, incluindo shows intimistas e exposições.
A cozinha é liderada pela chef Ariana Lenti, do projeto Dasturca, que busca transformar memórias e herança cultural em experiências gastronômicas, combinando referências das culinárias árabe e baiana. Há também a intenção de realizar o diálogo do cardápio com as atrações artísticas do café.
Artistas como Thalma de Freitas, Ligiana Costa, Pélico, Lavínia, Saulo Duarte e Junio Barreto já se apresentaram no espaço aconchegante do imóvel restaurado, que faz parte de um conjunto arquitetônico tombado na capital paulista.
No cardápio semanal é possível encontrar pratos como o caldinho de macaxeira, que leva leite de coco, dendê e palmito; a moqueca de banana-da-terra; o caldo verde; e o toast de berinjela, com pimentões e figo turco. Os preços das porções variam entre R$ 24 e R$ 42.
Há também opções para beliscar, que incluem pão de queijo, empadinha, brioche, pizza e torta salgada — cujo sabor muda a cada dia (o café, aliás, funciona apenas aos finais de semana).
Para os que quiserem discutir os espetáculos regados a álcool, o Capô serve garrafa de vinho Los Hermanos (R$ 130), doses de cachaça Claudionor (R$ 16), bebida artesanal de Minas Gerais, e o drinque Veredas, feito com cachaça, cajuína, xarope de gengibre e cardamomo, limão e água com gás, por R$ 36.
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O Capô tem projeto arquitetônico assinado por Ana Terra Capobianco. A profissional criou um ambiente contemporâneo que se integra à estrutura do casarão de 1920 onde funciona o Instituto Capobianco. Por lá, o público se acomoda em mesas para quatro pessoas e há também um pequeno balcão.
O imóvel foi construído pelo bisavô de Ana Terra, Remo Capobianco, e transformado pelo avô, Julio, em um espaço cultural.
Após quatro anos fechado, o instituto foi reaberto em abril de 2025 como um espaço para formação, criação e apresentação das artes cênicas. A estrutura inclui uma sala de teatro, dois camarins e o café no subsolo.
Desde setembro a atriz, dramaturga e diretora Janaina Leite, conhecida por pesquisas teatrais que investigam a sexualidade, os limites do corpo e a psique, faz residência artística no Capobianco. Ela é acompanhada pelo Núcleo do Olho, rede de pesquisadores formada a partir de projetos liderados pela artista nos últimos 15 anos.
A temporada inclui um novo espetáculo, "Caixa Preta - Versão Demo", em cartaz até 20 de dezembro, às sextas e sábados (20h) e domingos (18h). A criação inédita é o resultado de uma pesquisa realizada há três anos, com uma articulação de corpo, memória, imagem e presença. A estação Anhangabaú do metrô fica a poucos minutos a pé do instituto.
Café Capô
Instituto Capobianco - r. Álvaro de Carvalho, 97 (subsolo), Centro Histórico, região central. Sex. e sáb., das 18h30 às 1h30. Dom., das 16h30 às 23h30. @institutocapobianco
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