Líderes do PCC recapturados na Bolívia poderão ser extraditados para os EUA

A Bolívia assinou o acordo. A cidade de Santa Cruz de La Sierra, uma das mais ricas do país, virou um território de líderes do PCC, segundo investigações conduzidas pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo).
O MP-SP apurou que um time de líderes da maior organização criminosa brasileira vive no país vizinho, usa documentos falsos, conta com a proteção de agentes corruptos e tem como missão principal fortalecer o tráfico internacional de drogas, a atividade mais lucrativa do grupo.
Alguns integrantes desse time - diz o MP-SP - são foragidos da Justiça brasileira e procurados até pela Interpol (Polícia Internacional), como Sérgio Luiz de Freitas Filho, o Mijão; Silvio Luiz Ferreira, o Cebola; Décio Gouveia Luís, o Décio Português, e Patric Uelinton Salomão, o Forjado.
Uruguaio extraditado
Em março deste ano, o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, procurado pelos Estados Unidos e considerado um dos mais importantes do Cone Sul, foi detido em Santa Cruz de La Sierra em uma megaoperação coordenada pela DEA (Administração de Repressão às Drogas dos EUA).
Marset estava foragido desde 2023 e suspeitava-se que circulava por vários países sul-americanos, como Venezuela, Brasil e Paraguai. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos oferecia 2 milhões de dólares (10,4 milhões de reais) por informações que levassem à captura dele. O criminoso foi extraditado para os Estados Unidos e apresentado em um tribunal distrital federal na Virgínia.
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