InquirerLTFRB summons bus operator over fatal Manila crashESPN DeportesChivas manda mensaje rumbo al Clásico tras golear a PumasESPN😈 Bills' Houston-themed jabs top Week 1 trollsDaily MaverickSaudi Civil Defense lifts warnings of potential danger in four citiesThe Jerusalem PostTrump dismisses report China entities helped Iran before attack that killed US troopsThe Hollywood ReporterZack Snyder’s ‘The Last Photograph’: First ReactionsCNN TürkHava Durumu (14-09-2026)SözcüÇeşme veya Antalya değil: Türkiye'nin balayı rotası değiştiWirtualna PolskaSondażowa dominacja Le Pen. Liderka skrajnej prawicy mknie do II turyNew Straits TimesFederal govt allocates rm1.46 bln for eight flood mitigation projects in MelakaEl ComercioTemblor en México EN VIVO hoy, 13 de septiembre 2026: hora exacta, magnitud y dónde fue el epicentro del último sismo vía SSNRapplerLIVE UPDATES: First BARMM parliamentary elections
The Daily Newsstand · Free, Always
Monday, September 14, 2026

Estudo estima que 1,3 milhão de brasileiros têm risco de transtorno por video games

Translate

Cerca de 1,3 milhão de brasileiros com 14 anos ou mais estão em risco de transtorno relacionado ao uso de videogames, segundo estudo inédito publicado neste mês na revista científica Addictive Behaviors. O número corresponde a 0,75% da população nessa faixa etária e é uma estimativa feita a partir de um questionário de rastreamento, não de diagnósticos clínicos.

Entre os brasileiros que haviam jogado videogame nos 30 dias anteriores à pesquisa, 3,4% apresentaram sinais de possível IGD (Internet Gaming Disorder), condição associada à perda de controle sobre os jogos, ao abandono de outras atividades e a prejuízos na rotina.

Para identificar os participantes em risco, os pesquisadores usaram o IGDT-10, questionário com dez perguntas baseado nos critérios do DSM-5, manual da Associação Americana de Psiquiatria. Foram considerados em risco aqueles que apresentaram cinco ou mais dos nove sinais avaliados.

O trabalho foi realizado por pesquisadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), UFPR (Universidade Federal do Paraná), SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Toronto Metropolitan University, no Canadá.

O levantamento é o primeiro nacionalmente representativo sobre o tema no Brasil, segundo os autores. Foram entrevistadas 16.608 pessoas com 14 anos ou mais em 349 municípios. No módulo sobre jogos digitais, 4.856 participantes responderam às perguntas, dos quais 1.096 haviam jogado no mês anterior.

A associação mais forte encontrada foi com sintomas de depressão. Entre os jogadores com sintomas depressivos moderados ou graves, 14,3% apresentaram risco para IGD, ante 1,1% daqueles com sintomas mínimos ou leves.

Após considerar fatores como sexo, idade, escolaridade, renda, ansiedade e histórico de bullying, os jogadores com sintomas depressivos moderados ou graves apresentaram 8,8 vezes mais chance de estar em risco de IGD.

"A associação encontrada com sintomas depressivos e de ansiedade reforça a necessidade de olhar para o uso problemático de jogos como uma questão de saúde mental", afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, presidente da SPDM e um dos autores.

A ansiedade também apareceu relacionada ao problema. O risco foi identificado em 6,1% dos jogadores com sintomas frequentes, contra 0,7% dos demais. Houve ainda diferença segundo a renda: 6,7% dos jogadores de domicílios com renda de até um salário mínimo estavam na faixa de risco, ante 0,1% entre aqueles com renda superior.

com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.