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Thursday, November 5, 2026

EUA têm recorde de governadoras, e Câmara pode registrar maior presença feminina da história

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A eleição legislativa que marcou a derrota histórica do partido de Donald Trump também teve avanço para mulheres e minorias. O número de governadoras eleitas nos Estados Unidos bateu recorde. São, até aqui, 17 mulheres (34% do total) que iniciarão o mandato em janeiro de 2027.

O número pode aumentar, já que duas cadeiras dos Executivos estaduais continuam em disputa, no Alasca e no Kansas.

No Kansas, a democrata Cindy Holscher lidera em votos sobre o republicano Ty Masterson. Com 98% das seções apuradas, ela vencia por 50,27%, até a publicação deste texto. Holscher já declarou vitória, mas a contagem ainda não foi finalizada.

No Alasca, o democrata Jonathan Kreiss-Tomkins lidera com 49,2%, contra 29,2% da republicana Bernadette Wilson, com 74% das seções apuradas.

Dos 50 estados americanos, os 17 que terão mulheres no comando são Virgínia, Nova Jersey, Texas, Rhode Island, Oregon, Ohio, Nova York, Novo México, Minnesota, Michigan, Maine, Massachusetts, Geórgia, Arizona, Tennessee, New Hampshire e Arkansas. Desse total, 14 serão governados por democratas e três por republicanas.

O número é baixo diante do total, mas supera o do Brasil, onde apenas 11% das mulheres (3 de 27) foram eleitas para governos estaduais na eleição deste ano.

Hoje, os EUA têm 14 mulheres governadoras, o equivalente a 28% das cadeiras (10 delas são do Partido Democrata, e 4, do Republicano).

Além de marcos de gênero, a corrida a governos estaduais também é pautada por ineditismos raciais: Keisha Lance Bottoms, eleita na Geórgia, será a primeira mulher negra a comandar um estado americano; Debra Haaland, vencedora do Novo México, a primeira indígena; e Gina Hinojosa, eleita para comandar o Texas, é a primeira governadora latina dos Estados Unidos.

Os estados de Ohio, Tennessee, Minnesota e Texas terão mulheres no comando pela primeira vez.

Considerando homens, foram cinco governadores negros eleitos nesta terça, um marco histórico: nunca dois negros ocuparam esses cargos no mesmo momento.

Os dados são do CAWP (Centro de Estudos sobre Mulheres e Política, na sigla em inglês), vinculado ao Instituto de Política Eagleton, da Universidade Rutgers, e da organização americana Joint Center for Political and Economic Studies.

CONGRESSO PODE TER RECORDE FEMININO

Até a publicação deste texto, o número de eleitas para o Congresso não havia batido recorde, mas, como ainda há disputas para a Câmara incluindo mulheres, é possível que essa marca seja atingida.

O número de parlamentares eleitas para o Senado e a Câmara até agora é de 145 (27,1%), abaixo das 152 que ocupam um assento hoje. A distribuição é de 121 democratas e 24 republicanas.

Considerando apenas a Câmara, o recorde feminino é provável. Os americanos já elegeram 122 mulheres na Casa. O número ainda é menor que as 127 de 2024, mas há seis disputas em que duas mulheres estão à frente, de modo que o total deve subir, no mínimo, a 128. A presença de mulheres democratas já é a maior da história, de 105. Republicanas ocupam 17 cadeiras, 3,9% do total.

No Senado, 23 mulheres foram eleitas (23%), número inferior às atuais 27. Delas, 16 são democratas e 7 republicanas. Na eleição de 2024, foram 27, o maior registro até então.

Considerando as duas Casas, são 30 parlamentares negras (5,6% do total), mesmo número da eleição de 2024. O número também deve mudar até o fim da apuração. A presença de mulheres latinas, de 24 até agora, já supera a atual, de 21, assim como o número de indígenas, que está em 3, ante a maior marca anterior, de duas, em 2019.

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