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Saturday, August 15, 2026

IBP: Brasil deve usar recursos para se preparar para transição energética

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Roberto Ardenghy, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), defendeu que os recursos obtidos com a exploração de petróleo no Brasil sejam utilizados estrategicamente para preparar municípios e estados para a transição energética. A declaração foi dada ao WW, no contexto das descobertas de poços de petróleo na Bacia do Foz do Amazonas, no Amapá.

Governança como palavra-chave

Para Ardenghy, a experiência internacional aponta para a necessidade de uma governança sólida no uso desses recursos. "Esses recursos que vêm do petróleo são recursos muito vultosos. Eles evidentemente podem ser aplicados para a tecnologia, para desenvolver melhor, melhorar ainda mais a segurança, a preocupação ambiental", afirmou.

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No entanto, ele ressaltou que a perspectiva da transição energética precisa estar no centro das decisões de investimento.

Recursos finitos exigem planejamento

Ardenghy alertou para o caráter esgotável do petróleo, comparando-o a um veio de ouro com prazo determinado de exploração. "Nós estamos falando de um recurso mineral. Por definição, ele tem um prazo para permanecer. É como se fosse um veio de ouro que você vai lá, explora, explora, e dali 25, 27 anos, ele acaba", disse.

A preocupação central, segundo ele, é garantir que os municípios e estados produtores estejam preparados para o momento em que esse recurso deixar de existir.

Nesse sentido, Ardenghy defendeu que os recursos sejam direcionados para que as localidades dependentes do petróleo possam se reinventar economicamente. "Quando acabar o petróleo, aquele dinheiro fácil, você tenha também o município preparado para superar esse momento", afirmou.

Ele citou como exemplos a adoção de novas orientações econômicas e o incentivo a setores alinhados à vocação de cada região.

Lei existe, mas aplicação é o desafio

Ardenghy reconheceu que a legislação brasileira já contempla diretrizes nesse sentido, mas destacou que a aplicação prática ainda representa um obstáculo.

"A lei já é nesse sentido, ela tem definições e determinações nesse sentido. Mas, muitas vezes, o diabo mora nos detalhes. É no dia a dia do uso do recurso que estão, muitas vezes, os problemas", concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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