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Sunday, October 11, 2026

TSE manda suspender canal 'Exército do Lula' no WhatsApp a pedido de Flávio Bolsonaro

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo, 11, a suspensão imediata do canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

A comunidade digital, criada e coordenada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), contava com mais de 3 milhões de inscritos para a distribuição de conteúdos, orientações e estratégias de mobilização entre apoiadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Decisão liminar e determinações

A decisão liminar atende a uma petição apresentada pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e vigora até o término do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A medida também estabelece que o Facebook, responsável pelo WhatsApp no Brasil, envie um relatório detalhado com o histórico de mensagens publicadas na ferramenta e informe a existência de outros canais criados pela conta do parlamentar desde o dia 5 de outubro.

Ao fundamentar o despacho em uma representação de providência administrativa, Nunes Marques sustentou que o canal ultrapassou os limites da mobilização política e da livre expressão.

Segundo o ministro, a estrutura funcionava sob comando centralizado para disseminar, em escala nacional, conteúdos sem lastro factual que já haviam sido contestados pela Corte Eleitoral.

O posicionamento do presidente do TSE atropelou a conduta adotada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Em uma ação paralela sobre o mesmo tema, Cueva havia fixado um prazo de cinco dias para que a defesa de Janones, a campanha de Lula e a própria equipe jurídica de Flávio Bolsonaro prestassem esclarecimentos, destacando o risco de decisões conflitantes sobre o mesmo objeto.

Nunes Marques encaminhou cópia de seu despacho ao corregedor para ciência.

Reações dos envolvidos

A determinação provocou reações imediatas entre os articuladores da campanha petista. Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado André Janones classificou a suspensão como "censura" e orientou a migração dos seguidores para outras plataformas. O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, avaliou a representação do adversário como uma demonstração de receio frente à capacidade de mobilização digital do eleitorado de Lula.

A assessoria jurídica da campanha de Lula informou que recebeu a decisão com estranheza e que apresentará os recursos cabíveis nas próximas horas. Por outro lado, a equipe do senador Flávio Bolsonaro defendeu a medida, argumentando que a intervenção do tribunal garante a paridade de armas e combate a veiculação de desinformação na reta final do pleito.

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