Ruy de Carvalho. Lisboa? Amo-a loucamente!

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A música "Variações sobre o Fado Lopes" foi a banda sonora para uma homenagem a uma figura intemporal.
Entre esse seu primeiro aplauso e os aplausos de hoje, passaram quase 80 anos.
Carlos Moedas abriu os discursos da cerimônia de entrega da Medalha da Cidade ao ator mais velho do ativo, Rui de Carvalho, considerado pela filha, Paula, um alfacinha de gema.
Nasci em Lisboa, na Rua Costa do Castelo, num prédio bem encostado à muralha do Castelo de São Jorge, no dia 1 de março, uma terça-feira de Carnaval, está quase a fazer 100 anos. Mais alfacinha que isto é difícil.
O ator de 99 anos é considerado o pai do teatro em Portugal. Carlos Moedas não esquece o legado. O autarca diz que a cultura da cidade é mais importante do que qualquer outra coisa.
"A cultura é a arca do tesouro dos povos". Que frase extraordinária, porque uma cidade pode ter grandes avenidas, pode ter belos edifícios, pode ter investimento, pode ter riqueza, mas sem cultura falta-lhe memória.
Já no final da cerimônia, Rui de Carvalho declara amor ao teatro e a Lisboa.
Um trabalho honrado e feito com amor. Foi o que eu deixei ao teatro.
E como alfacinha de gema, numa palavra, como descreve a cidade de Lisboa, a sua casa?
Amo-a loucamente.
Rui de Carvalho foi agradecido pelo Estado português por diversas vezes, como aconteceu em 2012, nos 70 anos de carreira, e uma década mais tarde, em 2022, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de São Lago da Espada. Hoje foi a vez da capital portuguesa.
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