PunchRansom economy: How kidnappers turn northern families’ pain into profitESPN DeportesCambindo, con doblete y el León se enfila al triunfoוואלהגבר כבן 70 נפצע קשה באשקלוןESPNClippers, Raptors complete delayed Leonard tradeThe Jerusalem PostMahmoud Khalil sues Columbia University for alleged failure to protect pro-Palestinian studentsInquirer6th most wanted in Oriental Mindoro arrested한겨레“철탑 2214개 줄이고 송전망 마을엔 연 300만원”… ‘송전망 갈등’ 해법 될까SözcüÜnlü iş adamının 20 milyon dolarlık jeti Libya’da yandıRapplerLIVE UPDATES: First BARMM parliamentary electionsStraits Times SportGold or bust: Team Korea chase more Asian Games glory in football, baseballBillboardDolly Parton Remembered by Reba McEntire & Sally Field on 2026 Emmys: ‘I Never Stopped Loving Her’Globo EsporteVila Nova sai na frente, e Avaí busca o empate em Florianópolis
The Daily Newsstand · Free, Always
Tuesday, September 15, 2026

Promotores de data centers em Abrantes pedem reforço da rede

Translate

O Governo admite decidir ainda este ano os pedidos de aumento de capacidade elétrica apresentados pelos promotores dos dois centros de dados previstos para Abrantes, que já têm autorização para ligação à rede.

«Os dois que estão aqui previstos já têm uma autorização para ligação à rede», afirmou esta segunda-feira a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, acrescentando que os promotores pediram posteriormente um aumento da capacidade atribuída.

As declarações foram prestadas aos jornalistas no Tagusvalley — Parque de Ciência e Tecnologia, em Abrantes, distrito de Santarém, no final de uma visita da governante ao concelho.

Questionada sobre quando poderá existir uma decisão relativamente ao aumento solicitado, Maria da Graça Carvalho respondeu que será «para breve», apontando a possibilidade de ocorrer ainda este ano.

A ministra explicou que a análise dos projetos terá em conta critérios relacionados com energia, água e impacto ambiental, num contexto de elevada procura por capacidade de ligação à rede elétrica.

Maria da Graça Carvalho acrescentou que será considerada a “situação especial de Abrantes”, concelho diretamente afetado pelo encerramento, em 2021, da central termoelétrica a carvão do Pego e pelo processo de transição energética.

Um dos centros de dados é promovido pela EDC Port 1 nos antigos terrenos da RPP Solar, nas proximidades da antiga central, num investimento anunciado de sete mil milhões de euros, a desenvolver em três fases, com a primeira apontada para entrar em funcionamento em 2028.

Em setembro de 2025, a Câmara de Abrantes reconheceu o empreendimento como Projeto Empresarial de Importância Municipal, tendo sido anunciada para a primeira fase uma potência de 300 megawatts (MW).

O segundo projeto é promovido pela Hyperion II Renewables Services e está previsto para uma área próxima da rotunda de Alvega e do Pego.

A Câmara deu em maio parecer favorável, por unanimidade, ao Pedido de Informação Prévia (PIP) do projeto, apresentado com 200 megavolt-ampere (MVA) de potência de ligação ao futuro Posto de Corte de Abrantes e entrada em operação apontada para 2029.

Os valores anteriormente anunciados para os dois projetos não correspondem necessariamente à capacidade agora solicitada, não tendo a ministra quantificado os pedidos de aumento que estão em análise.

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, defendeu, no final da visita de hoje, que o concelho tem condições para receber projetos de produção de energia, mas também grandes consumidores, aproveitando as infraestruturas existentes para captar investimento.

O autarca considerou que a capacidade disponível no ponto de injeção do Pego representa «um potencial incrível de atração» de novos projetos, incluindo produtores e consumidores de energia.

Também Maria da Graça Carvalho destacou que Abrantes reúne acesso à rede elétrica, água, território industrial e conhecimento técnico e de engenharia, quatro recursos que classificou como «escassos a nível mundial».

A dimensão dos dois centros de dados tem suscitado questões no concelho sobre os consumos de energia e água, impacto ambiental, criação de emprego e retorno económico dos investimentos.

O vereador do PSD João Morgado questionou recentemente o executivo municipal sobre estes impactos, enquanto a associação ambientalista Quercus alertou para os efeitos cumulativos dos dois projetos ao nível do consumo de energia e água, ocupação do solo e ambiente.

Valamatos tem defendido que Abrantes não deve abdicar da possibilidade de captar investimentos desta dimensão, desde que sejam cumpridas as exigências ambientais e exista equilíbrio na sua concretização.

Na visita desta segunda-feira, Maria da Graça Carvalho reconheceu que Abrantes sofreu «um golpe grande» com o encerramento da central a carvão e defendeu que o território seja compensado pelo impacto da descarbonização através da atração de novos investimentos.

View the original on Observador Desporto

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.