Aliado de Trump publica imagem de IA com Moraes usando tornozeleira eletrônica

Na publicação, Miller reproduziu uma reportagem do jornal Financial Times que afirma que o escândalo envolvendo o Banco Master mergulhou o STF em uma crise sem precedentes.
“Essa revelação fez de Moraes um dos principais focos do crescente escândalo de corrupção provocado pelo colapso, no ano passado, do Banco Master, uma instituição financeira de US$ 10 bilhões”, diz o trecho publicado por Miller.
Junto da publicação, o ex-assessor publicou uma imagem feita por inteligência artificial de Moraes. Nela, o ministro aparece sentado em uma escadaria que simula a fachada do STF e usando uma tornozeleira eletrônica.
Miller já usou as redes sociais para criticar autoridades brasileiras no passado. No ano passado, ele fez uma série de publicações para comentar a atuação de Moraes.
Além disso, em agosto de 2025, o ex-assessor afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha um cérebro de “banana amassada” e o comparou ao ex-presidente norte-americano Joe Biden.
Miller foi um dos principais assessores de Trump durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos e integrou a equipe de transição após a vitória nas eleições. Ele ainda mantém uma relação próxima com Trump.
Em 2021, após uma viagem a Brasília, onde visitou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o norte-americano foi conduzido por policiais à sala da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Brasília. Ele foi ouvido no âmbito do Inquérito das Fake News, conduzido por Moraes à época.
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Montagem publicada por Jason Miller mostra Moraes usando tornozeleira eletrônica — Foto: Reprodução/X
Entenda a crise no STF
O documento revelou mensagens e contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
As apurações sobre o banco também trouxeram à tona relações de Vorcaro com outros integrantes da Corte e negócios envolvendo familiares de ministros, ampliando os questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
A divulgação do material desencadeou um embate público dentro do Supremo. Moraes reagiu e pediu a investigação de Mendonça por suposto abuso de autoridade.
A tensão aumentou com decisões conflitantes entre ministros. Entre elas, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado por Mendonça, e a posterior reintegração, por decisão de Flávio Dino.
A sucessão de medidas expôs uma divisão interna na Corte e levou Fachin a cancelar sessões plenárias para evitar um encontro público entre os ministros no auge da crise.
Diante da escalada, Fachin passou a centralizar as decisões relacionadas à crise. O presidente do STF suspendeu medidas conflitantes dos colegas, manteve Andrei Rodrigues no comando da PF, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e determinou que eventuais procedimentos envolvendo investigações contra ministros da Corte sejam previamente submetidos à Presidência do tribunal.
Fachin também marcou para terça-feira (15) uma sessão do plenário para analisar o relatório da PF que aponta a relação entre Moraes e Vorcaro e o pedido da Procuradoria-Geral da República para anulá-lo.
Uma sessão para analisar a conduta de Mendonça foi agendada para 23 de setembro.
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