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Friday, November 6, 2026

Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará

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Nos primeiros 4 dias de novembro, o estado registrou mais de 2 mil focos de incêndio.

Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará

No oeste do Pará, os incêndios florestais ganharam uma dimensão ainda mais dramática. O fogo já não destrói apenas a vegetação: está levando embora a casa, o trabalho e a história de quem vive da terra.

Em poucos minutos, o fogo engoliu uma casa em Monte Alegre. Quem morava ali saiu apenas com a roupa do corpo:

“Eu não consegui, não consegui. Infelizmente, não tem como mais”.

Depois de meses sem chuva, a vegetação virou combustível. Quando as chamas chegam, se espalham depressa. Em Santarém, ribeirinhos se juntaram aos bombeiros para tentar conter o incêndio. Mesmo com toda essa mobilização, o fogo avançou e atingiu pelo menos três casas de uma comunidade. Uma delas, por exemplo, foi toda consumida pelas chamas, a estrutura foi abaixo. A família não conseguiu salvar nada.

“Quando chegamos aqui, que era para nós coisar... Não teve mais jeito não. Perdemos tudo”, lamenta o pescador Altino Vinhote.

Além de destruir a vegetação, incêndios levam embora casa, trabalho e a história de quem vive no oeste do Pará — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Agora, os moradores fazem vigília. Tentam impedir que as chamas voltem e levem o que restou. Nos primeiros quatro dias de novembro, o Pará registrou mais de 2 mil focos de incêndio. Em Terra Santa, a fumaça obrigou a suspensão das aulas presenciais.

Há uma semana, o governo do Pará proibiu o uso do fogo para abrir áreas de plantio e pastagem. Três pessoas foram multadas por provocar incêndios. Uma delas foi presa. O estado também reforçou as operações com mais de 500 agentes militares e civis.

“Sabemos que combater o incêndio florestal exige muito, tanto do material humano quanto dos recursos materiais e da nossa logística. E daí a necessidade de ter essa incrementação e também essa rotatividade do efetivo”, diz o coronel Celso Piquet, comandante regional do Corpo de Bombeiros/ PA.
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