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Thursday, September 10, 2026

Covilhã volta a receber o Festival da Cherovia

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O centro histórico da Covilhã volta a ser palco, a partir de dia 17, do Festival da Cherovia, que cumpre a sua 19.ª edição e que a organização pretende que alcance a marca dos 50 mil visitantes.

Promovido pela Associação Cultural Desertuna, Banda da Covilhã e Covilhã Eventos, em parceria com o Município da Covilhã e com os apoios da Fundação Inatel, da Confraria Gastronómica da Cherovia e Panela no Forno e da Telepark, o evento junta gastronomia, animação de rua, concertos, mostra de produtos regionais e artesanato.

Cerca de 60 expositores, entre produtores e vendedores de produtos regionais, tasquinhas/restauração, artesanato, espaços ligados à cherovia, mas também outras entidades locais e associações da cidade, vão ocupar as ruas de Santa Maria e Portas do Sol, onde a organização espera superar os 35 mil visitantes do último ano.

A gastronomia estará no centro da ação destes quatro dias, nas tasquinhas, com cozinha ao vivo, degustações, no Concurso Gastronómico da Cherovia, que “convida a provar novas propostas e a descobrir a versatilidade deste produto tão ligado à identidade da região”.

A estes, de 12 a 20 de setembro, juntam-se os restaurantes da cidade e alguns hotéis, onde vai decorrer a Rota Gastronómica, “apresentando pratos que têm a raiz mais famosa de Portugal como ingrediente principal”.

A organização prevê que sejam consumidas, nas suas mais diversas formas, seis mil quilos de cherovia, mas “o objetivo é que esse valor aumente”, garantindo que “há quantidade suficiente para abastecer o festival”.

Quanto à confeção desta iguaria, “existem várias propostas e todos os anos surgem novas, mas, no entanto, uma que se tem destacado e que muitas pessoas procuram é um doce que se chama ‘Fidalgo de Cherovia’, que consiste num pastel de massa folhada em formato de cherovia e que dentro contém doce de cherovia”.

A programação foi pensada para diferentes públicos, destacando que “a juventude, a comunidade e as famílias terão momentos próprios ao longo do festival”. O sábado será dedicado à celebração das tradições e à festa, enquanto o domingo está reservado para as famílias, sendo uma das novidades desta edição a parceria com o Projeto Remy, “uma iniciativa dedicada a atividades lúdicas, educativas e artísticas para crianças entre os seis meses e os cinco anos”.

Na noite de sábado, os visitantes podem deixar o carro no Complexo Desportivo da Covilhã e utilizar, gratuitamente, o autocarro que faz a ligação até à porta do certame.

A edição deste ano conta ainda com uma parceria com os lares da cidade e a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental, “que aceitaram o desafio de criar elementos decorativos para embelezar as ruas do Festival”.

Além disso, “foi realizada uma parceria com a Confraria Gastronómica da Cherovia e Panela no Forno, que promove uma caminhada a uma plantação de cherovia na vila do Ferro, terminando no recinto do festival com um almoço onde serão servidos estes dois produtos tão típicos da cidade da Covilhã: a panela no forno e a cherovia”.

O Município da Covilhã é o parceiro âncora do evento, pois financia e providencia a logística do evento, uma aposta que pretende estender no tempo.

O presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, ressalvou que a cherovia (pastinaca sativa), uma raiz comestível parecida com a cenoura, mas de cor branca, não se produz apenas na Covilhã, mas foi onde ganhou maior expressão.

“Temos condições naturais, em termos agrícolas, para a produção da cherovia e este produto sempre fez parte da tradição gastronómica das famílias covilhanenses, mesmo sem ser muito conhecido”.

Há cerca de 20 anos, “o produto foi valorizado e, até hoje, o festival permite não só destacar as diversas formas de ser consumido (fazendo hoje parte dos produtos utilizados por chefes da alta cozinha), mas também serve para reunir a dimensão económica, cultural e social, além de atrair visitantes, que conciliam os programas com esta data”.

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