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Saturday, November 7, 2026

As notícias das 6h

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Seis horas. As notícias com João Lourenço.

Muito bom dia. Renata Câmara pede explicações a Carlos Moedas sobre o despacho que determina a saída da acampada de Lisboa do Rossio. A manifestante acusa a autarquia de não estar a executar a sentença do Tribunal de Lisboa, que tinha reconhecido o direito da manifestante de continuar na acampada dos protestos. A defesa denuncia a existência de um despacho do autarca a impor a saída da acampada do Rossio, por considerar que o protesto das tendas e a realização do mercado natal são inconciliáveis no mesmo sítio. Em entrevista à Sic Notícias no início da madrugada, Renata Câmara revela que os pedidos de esclarecimento que enviou para a autarquia estão a ser ignorados.

Carlos Moedas saltou diretamente para o último recurso, que é dizer: "Ok, vocês agora têm estes três sítios, vão para um deles à vossa escolha". Só que antes de chegarmos a esse ponto, existe efetivamente a responsabilidade, por parte de Carlos Moedas, de explicar quais é que foram as soluções procuradas de compatibilização e por que nenhuma delas-

As soluções não foram apresentadas.

Não foram. Ainda ontem eu tinha pedido exatamente por escrito quais é que elas tinham sido, por que é que elas não seriam válidas. O meu e-mail foi absolutamente ignorado e hoje recebi então o despacho onde se tenta forçar, no fundo, abrir as portas para uma intervenção policial.

Renata Câmara considera que o mercado de Natal também se pode deslocar para outra praça da cidade. Já a advogada da manifestante, Leonor Caldeira, refere também que a Polícia Municipal já se deslocou ao Rossio para avisar que iria ser cumprido aquele despacho. Já do lado da autarquia, refere que a acampada de Lisboa deve se deslocar para três locais, o Largo de São Domingos, a Praça de Martim Moniz ou os Restauradores. Afirma que o despacho é suportado por um parecer do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, que, segundo a defesa de Renata Câmara, não atesta a impossibilidade de manter a acampada e o mercado no Rossio. Para este sábado, o grupo Mães pela Acampada promove uma vigília em Lisboa contra as cargas policiais sobre os manifestantes pelo direito à habitação. O grupo exige o fim imediato das cargas policiais sobre as acampadas e pede respeito pela liberdade de expressão e de protesto. A concentração está marcada para a zona virada para o Rossio da Praça dos Restauradores, às 19h. Às 20h30, a manifestação vai deslocar-se em silêncio para o Rossio, onde vai fazer um cordão humano à volta da praça, com as pessoas viradas para a estrada, isto até às 21h. E a Câmara do Porto quer avançar com a construção da pista de gelo na Praça Dom João I, o palco dos protestos pela habitação das últimas semanas, sendo que o presidente da autarquia, Pedro Duarte, já enviou um novo e-mail aos manifestantes do movimento sobre a conciliação do espaço. A autarquia avança à Agência Lusa que a preparação do programa natalício vai decorrer de forma progressiva, com o arranque dos trabalhos a começarem exatamente a 13 de novembro. No e-mail enviado já na última quarta-feira, o presidente do município comunicou aos manifestantes, pela terceira vez, a necessidade de compatibilizar o uso do espaço com o direito à manifestação naquele local. Alerta elevado para ameaças de bomba e ciberataques, é assim que as autoridades portuguesas estão depois de três dias seguidos de ameaças em vários países na Europa. Em Portugal, um voo da Ryanair com destino a Roma foi impedido de decolar, neste caso, na sexta-feira, na hora prevista, isto porque houve suspeitas de uma bomba a bordo. O caso foi reportado publicamente pela PSP. O Observador sabe que este caso não foi o único, isto porque no mesmo dia, outros dois aparelhos da TAP, um com destino a Paris e outro que viajava para Copenhaga, foram alvo de ameaças de bomba. A informação tornada pública fazia referência a uma comunicação através dos mecanismos de cooperação policial. O Observador sabe ainda que em todos estes casos, as informações foram transmitidas à Polícia de Segurança Pública, diretamente pelo FBI, a Agência Norte-Americana de Investigação Criminal. Pode ler mais sobre este tema no site do Observador. O artigo está em manchete a esta hora, da autoria dos jornalistas Pedro Rainho e Martim Andrade. A União Europeia está a trabalhar em legislação para punir as lojas que recusem pagamentos em dinheiro. Segundo o jornal Público, deste sábado, Bruxelas já está a trabalhar nesta matéria desde 2023 e alguns países da União já têm mesmo o direito de pagar com dinheiro físico inscrito na Constituição. Em Portugal, o Partido Comunista Português questionou o supervisor bancário nacional e o Ministério das Finanças sobre as inovações nos pagamentos digitais em terminais da Transtejo e da Soflusa, isto porque as bilheteiras assistidas deixaram de permitir compras com o numerário. Na resposta, o Banco de Portugal admite que não tem poderes para garantir que todas as lojas ou espaços comerciais aceitem notas e moedas físicas. A autoridade liderada por Álvaro Santos Pereira tem vindo a anotar que o legislador nacional optou por não estabelecer uma sanção para o efeito. O que é certo é que a União Europeia pretende implementar um diploma que prevê a aceitação de pagamentos em numerário como obrigatória, sendo que as exceções podem se prender com a apresentação de notas cujo valor sejam manifestamente desproporcionado em relação ao valor do montante a liquidar. A proposta em cima da mesa realça que o acesso ao numerário tem de ser suficiente e efetivo em todo o território e em todas as regiões. Acrescenta que os Estados-membros devem estabelecer regras para as sanções, caso o regulamento seja violado E o Conselho de Redação da Agência Lusa revela que a agência de notícias está sem diretor de informação em funções desde a meia-noite deste sábado. Os membros eleitos do Conselho de Redação acusam a ERC, a Entidade Reguladora da Comunicação, da ausência de uma resposta e atira também críticas ao atual Conselho de Administração. O Conselho de Redação da agência referiu que, na sexta-feira, o Conselho de Administração pediu um parecer com caráter de excepcional urgência, tanto ao Conselho de Redação, como também à ERC, para indicar o chefe de redação Pedro Sousa Carvalho para diretor de informação interino. Para este órgão, a situação é de total responsabilidade do atual Conselho de Administração, nomeado em janeiro pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e ao arrepio do Regulamento Europeu dos Meios de Comunicação Social. Lembra ainda que a ERC tem 10 dias para emitir um parecer prévio e vinculativo sobre a nomeação e destituição dos diretores de órgãos de meios de comunicação social pertencentes ao Estado. De acordo com o Conselho de Redação, a situação viola flagrantemente a lei, em particular o artigo 19 da Lei de Imprensa, que exige que as publicações periódicas devem ter um diretor. E já na próxima segunda-feira, o preço dos combustíveis vai descer bastante, isto porque na gasolina o preço desce 11,5 centimos por litro, no gasóleo a descida é de 9 centimos. São dados da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis. Já contam até com o acerto no ISP, no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, que o governo costuma fazer. Ricardo Marques, analista de mercados energéticos, reconhece que as eleições intercalares dos Estados Unidos podem ter contribuído para a diminuição dos preços. Afirma que os norte-americanos não veem com bons olhos a continuação dos ataques no Irão e explica que, sem novas intervenções militares, o mercado tende a ficar equilibrado.

Houve também uma situação. Saíram alguns relatórios de analistas a explicar que no mês de outubro a quantidade de petróleo que foi produzida e que foi exportada já superou o consumo, algo que não acontecia há muitos meses. Este relatório coincidiu também com as eleições, mas são tudo sinais de que o mercado começa a ficar equilibrado e que não é preciso ir a reservas para as refinarias se abastecerem.

Na análise de Ricardo Marques, o analista em mercados energéticos avisa, contudo, que é uma situação instável e afirma que o Estreito de Hormuz está a ser menos utilizado. E no desporto, o Jorge Jesus diz que não se sente culpado pela saída de Cristiano Ronaldo da Seleção Nacional. Garante que não mudava nada no que fez no anterior estágio. Palavras do selecionador depois de anunciar os 28 convocados para os próximos compromissos da equipa das Quinas. É uma convocatória que tem como estreantes Alberto Costas, do Futebol Clube do Porto, e Gustavo Varela, o avançado do Monza. Podem estrear-se pela seleção, bem como os jovens Rodrigo Mora e Giovanni Kenda, que já tinham sido convocados anteriormente, mas nunca chegaram a vestir a camisola da seleção A. Jesus apresentou sete novidades face à anterior convocatória. Carlos Forbes, António Silva e Matheus Fernandes estão de regresso à equipa A. Nuno Mendes e Francisco Conceição já eram baixas devido a lesão e, naturalmente, Cristiano Ronaldo também já não consta na lista de convocados. JJ teve de responder a várias perguntas sobre o fim de carreira de Ronaldo na equipa das Quinas, entre elas sobre a culpa. Jorge Jesus diz que não se sente culpado e que a saída de Ronaldo era inevitável.

Se calhar eu apressei as coisas, mas por minha causa, não. Estava na cabeça dele que mais convocatória, menos convocatória, porque nós também falávamos algumas vezes. Isso ia acontecer, portanto, ia sempre ser no meu consulado a saída dele e não me sinto culpado de nada em relação à saída dele. Respeito a decisão dele.

Jorge Jesus, confrontado com o que se passou no anterior estágio, em que Ronaldo abandonou a comitiva portuguesa, garante que não mudava nada do que fez.

Vou-lhe dizer que não mudava nada. Zero. Zero por quê? Porque eu tomei uma decisão de treinador. Tomei uma decisão a pensar na minha equipa, na equipa portuguesa, e tomei a decisão de treinador. Portanto, estou consciente, não fiz nada para que isto pudesse ter acontecido.

Para as últimas duas jornadas do grupo quatro da Liga das Nações, Portugal defronta a Dinamarca, no Municipal de Braga, a 14 de novembro. Três dias depois, viaja até Cardiff para defrontar o País de Gales. Ambos os desafios têm início às 19h45 e contam com relato aqui na Rádio Observador. Tudo dito neste noticiário das 06h. Meu nome é João Lourenço. A informação regressa às 18h30.

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